Após traições, mulher redescobre sua sexualidade com fetiche cuckold

julho 20, 2026 - 07:10
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Após traições, mulher redescobre sua sexualidade com fetiche cuckold
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Embora ainda seja cercado por preconceitos e tabus, o fetiche conhecido como cuckold tem despertado cada vez mais curiosidade. A prática envolve a excitação de uma pessoa ao imaginar ou ver o parceiro mantendo relações sexuais com outra pessoa, sempre dentro de um contexto consensual. Especialistas destacam que esse tipo de fantasia faz parte das diversas formas de expressão da sexualidade humana e não deve ser automaticamente associado à infidelidade, à falta de amor ou a problemas no relacionamento.

Segundo a psicóloga e docente Lidyane Santos, não existe uma única explicação para esse tipo de desejo. Ela afirma que, do ponto de vista psicológico, o interesse pelo fetiche representa uma das muitas variações da sexualidade humana.

"A literatura atual entende que as fantasias são multifatoriais e sofrem influência de fatores biológicos, psicológicos e culturais", explica a especialista.

Para algumas pessoas, a fantasia está relacionada à busca por novas experiências, maior intensidade emocional ou aumento da excitação sexual. Em outros casos, pode envolver elementos como voyeurismo, a quebra de normas sociais ou até mesmo a erotização de sentimentos complexos, como o ciúme.

Autoconhecimento levou à descoberta

A administradora Mariana Sales, de 46 anos, contou que começou a compreender esse interesse após o fim de um relacionamento de aproximadamente seis anos, marcado pela monotonia e por episódios de traição do ex-companheiro.

Segundo ela, o período de autoconhecimento transformou sua forma de enxergar a própria sexualidade.

"A idade escancarou meus olhos para a liberdade, inclusive sobre meus desejos e vontades. Aos poucos fui me permitindo viver algumas experiências e entendendo que essa fantasia despertava minha curiosidade. Logo percebi que isso não tinha relação com falta de amor ou insatisfação", relatou.

Ela afirma que o interesse surgiu justamente por enxergar a experiência como uma demonstração de confiança, cumplicidade e liberdade dentro da relação.