Saiba como identificar problemas de visão em crianças
No Dia da Saúde Ocular, celebrado nesta sexta-feira (10), especialistas reforçam a importância da realização do Teste do Olhinho, exame fundamental para identificar precocemente doenças que podem comprometer a visão dos bebês.
O procedimento é simples, rápido e indolor, sendo realizado ainda nos primeiros dias de vida. Além do teste, os médicos recomendam que toda criança passe pela primeira consulta de rotina com um oftalmologista entre os seis meses e o primeiro ano de idade.
Segundo a oftalmologista Dra. Cláudia Mielli Gutierrez Guedes, da rede de clínicas Meu Doutor Novamed, o exame consiste na projeção de uma luz na pupila para avaliar o reflexo da retina.
"Esse reflexo deve ser vermelho, devido aos vasos sanguíneos. Se for branco, pode indicar problemas no cristalino, como catarata, glaucoma congênito ou, muito raramente, um tumor denominado retinoblastoma. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico visual dessa criança e maiores as chances de tratamento e cura", explica a especialista.
Desenvolvimento da visão exige acompanhamento
Mesmo quando o Teste do Olhinho apresenta resultado normal, os pais devem continuar acompanhando o desenvolvimento visual da criança.
Segundo os especialistas, o sistema nervoso central ainda está em formação nos primeiros meses de vida. Até aproximadamente os quatro meses, é normal que o bebê tenha a visão embaçada e apresente episódios de estrabismo ou desvio temporário dos olhos, sem que isso represente necessariamente um problema.
A médica destaca que o desenvolvimento completo da visão acontece entre o nascimento e os seis ou sete anos de idade, tornando essencial a realização de exames oftalmológicos periódicos.
Sinais de alerta
Após os dois anos de idade, alguns comportamentos podem indicar problemas de visão e devem motivar uma consulta com um oftalmologista.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Aproximar-se excessivamente da televisão;
- Inclinar a cabeça para enxergar melhor;
- Esfregar os olhos com frequência;
- Sensibilidade exagerada à luz;
- Esbarrar em objetos ou cair constantemente;
- Estrabismo persistente;
- Dores de cabeça frequentes;
- Dificuldade para enxergar o que está escrito na lousa durante a fase escolar.
Os especialistas reforçam que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e ajuda a evitar complicações que podem comprometer permanentemente a visão da criança.