Pai espanca filho até a morte e diz que motivo foi a falta de um "bom dia"

julho 9, 2026 - 09:48
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Pai espanca filho até a morte e diz que motivo foi a falta de um "bom dia"
Getty Images

Um menino de apenas 3 anos morreu na madrugada desta quinta-feira (9) após dias internado em estado gravíssimo em Porto Alegre (RS). A criança foi brutalmente agredida pelo próprio pai, um missionário norte-americano de 33 anos, que confessou o crime à polícia.

O caso aconteceu no distrito de Águas Claras, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde a família mora. O suspeito está preso desde o último domingo (5), quando levou o filho ferido a um hospital da cidade.

Em depoimento, o homem afirmou que a motivação para as agressões teria sido o fato de a criança não ter lhe dado "bom dia".

Criança sofreu múltiplas lesões

Segundo a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, o suspeito confessou ter desferido diversos socos no peito e no abdômen da criança, além de bater a cabeça do menino contra o chão.

Devido à gravidade dos ferimentos, o garoto foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, mas não resistiu e teve a morte confirmada nesta quinta-feira.

Ao constatarem as múltiplas lesões incompatíveis com um acidente, os profissionais de saúde acionaram a Polícia Militar. O pai foi preso em flagrante ainda no hospital.

Prisão preventiva e investigação

Na segunda-feira (6), a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Durante as investigações, a Polícia Civil também identificou registros em pelo menos outros dois estados brasileiros indicando que três dos outros filhos do casal, com idades de 5, 7 e 9 anos, também teriam sido vítimas de agressões semelhantes.

A situação de um bebê de apenas um ano ainda está sendo apurada pelas autoridades, que investigam se ele também sofreu maus-tratos.

Filhos foram acolhidos e esposa recebeu proteção

Por determinação do Conselho Tutelar, os cinco filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional.

Além das agressões contra as crianças, a Polícia Civil investiga possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do missionário. Os investigadores solicitaram uma medida protetiva em favor da mulher.

Segundo as autoridades, a família vive no Brasil há cerca de nove anos e havia se mudado para Viamão há aproximadamente seis meses. As identidades da vítima e do suspeito não foram divulgadas oficialmente.