Mulher é presa após tentar entrar na Papuda com skunk na vagina

julho 17, 2026 - 10:33
 0
Mulher é presa após tentar entrar na Papuda com skunk na vagina
Divulgação/Polícia Penal do DF

Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante na tarde desta quarta-feira (15/7) ao tentar entrar no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, transportando 121 gramas de skunk — uma variedade de maconha modificada em laboratório com alto teor de THC. O entorpecente estava escondido dentro da vagina da visitante, que pretendia entregar o material ilícito para um detento da unidade prisional.

O flagrante ocorreu durante o procedimento padrão de revista geral que antecede a entrada dos visitantes no presídio. A mulher informou aos agentes que estava no local para visitar um amigo que cumpre pena no complexo.

Tecnologia Antifraude e Confissão em Sala Reservada

A tentativa de burlar a segurança foi frustrada pela tecnologia. Ao passar pelo equipamento de scanner corporal da unidade, uma policial penal que operava o monitor identificou uma imagem com densidade suspeita e fora do padrão na região pélvica da visitante.

Questionada imediatamente se carregava algum tipo de objeto ou substância ilícita, a suspeita negou as acusações em um primeiro momento. Diante da negativa e das dúvidas geradas pela imagem, ela foi submetida novamente ao aparelho de raio-x, que confirmou de forma inequívoca a presença de um volume anormal na cavidade vaginal.

Ao ser encaminhada para uma sala de revista reservada, a mulher percebeu que não conseguiria passar pela segurança e acabou confessando o transporte da droga.

Silêncio Sobre Facção e Autuação em Flagrante

Aos policiais penais, ela relatou que havia recebido o invólucro contendo o skunk de uma pessoa desconhecida momentos antes de acessar o perímetro do Complexo da Papuda. A sua missão seria repassar a encomenda diretamente a um interno. No entanto, demonstrando medo de retaliações ou seguindo o código de silêncio das facções, a visitante se recusou terminantemente a revelar a identidade de quem lhe entregou a droga e o nome do destinatário final do entorpecente.

A própria suspeita retirou o material voluntariamente diante das agentes femininas que acompanhavam o caso. Após a extração da droga, ela recebeu voz de prisão e foi conduzida à 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião).

Na delegacia, ela foi formalmente autuada pelo crime de tráfico de drogas com a causa de aumento de pena por ter sido cometido em estabelecimento prisional. Além de permanecer atrás das grades aguardando a audiência de custódia, ela responderá a um processo administrativo interno na Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), o que resultará na suspensão definitiva do seu direito de visitação a qualquer unidade prisional do DF.