Mulher saudável descobre câncer de mama após perceber mudança que muitos ignorariam
O que parecia ser apenas uma pequena diferença no corpo acabou mudando completamente a vida da personal stylist Pamela Guntzell, de São Paulo. Aos 35 anos, ela descobriu um câncer de mama HER2 positivo, um subtipo considerado mais agressivo da doença, após perceber que uma das mamas permanecia mais inchada do que a outra mesmo depois do período menstrual.
Sem histórico familiar de câncer de mama e levando uma vida saudável, Pamela conta que jamais imaginou receber esse diagnóstico. Como já estava na época de realizar seus exames anuais de rotina, decidiu investigar a alteração.
Durante um exame de ultrassom, a médica identificou pequenas alterações e a encaminhou para um mastologista. Após exames complementares, veio a confirmação: um tumor de aproximadamente 9,5 centímetros.
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"Nunca imaginei que receberia esse diagnóstico. Era muito jovem, não tinha histórico da doença na família e levava uma vida normal", relembrou Pamela.
Tratamento começou antes da cirurgia
Diante do tamanho do tumor, a equipe médica decidiu iniciar o tratamento antes da cirurgia. A estratégia, conhecida como tratamento neoadjuvante, tem como objetivo reduzir o tamanho do tumor e avaliar sua resposta aos medicamentos antes da retirada cirúrgica.
Segundo o oncologista Ângelo Bezerra, especialista em câncer de mama e ginecológico da Rede Américas Oncologia, os avanços da medicina têm mudado significativamente o tratamento da doença.
"O tratamento do câncer de mama mudou muito nos últimos anos, e a história da paciente é um excelente exemplo de como a medicina moderna pode transformar um diagnóstico inicialmente assustador em uma história de superação", afirmou o médico.
A resposta ao tratamento foi considerada excelente. O tumor diminuiu de cerca de 9,5 centímetros para aproximadamente 1,5 centímetro, tornando possível a realização da cirurgia em condições mais favoráveis.
Após a operação, a análise do tecido retirado identificou apenas pequenas áreas residuais da doença. Com isso, os médicos indicaram uma terapia complementar mais específica, seguida por sessões de radioterapia e hormonioterapia, com o objetivo de reduzir ainda mais o risco de o câncer voltar.