Cuidadora é presa após desviar R$ 100 mil de idosa acamada para gastar no "jogo do Tigrinho"
Uma mulher de 53 anos foi presa pela Polícia Civil da Bahia (PCBA), em Eunápolis, suspeita de desviar cerca de R$ 100 mil de uma idosa acamada para gastar em apostas on-line, incluindo o conhecido "jogo do Tigrinho". A prisão ocorreu na última quinta-feira (16).
De acordo com as investigações, a suspeita trabalhava como cuidadora da vítima havia aproximadamente dois anos e teria se aproveitado da condição de saúde da idosa para realizar diversas transferências bancárias sem autorização.
Familiares descobriram movimentações suspeitas
A fraude veio à tona após familiares da vítima reunirem extratos bancários que mostravam uma sequência de transferências via Pix da conta da idosa para a conta da cuidadora. O material foi entregue à Polícia Civil, que iniciou as investigações.
Segundo os parentes, a vítima está acamada em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e não possui condições físicas de realizar movimentações bancárias por conta própria.
Reconhecimento facial era usado para liberar transferências
Conforme a Polícia Civil, a cuidadora utilizava o sistema de reconhecimento facial do aplicativo bancário para acessar a conta da vítima. Para isso, posicionava o rosto da idosa diante do celular e, após desbloquear o aplicativo, fazia transferências via Pix para sua própria conta.
Além dos desvios, a investigação apontou que a suspeita também teria contratado empréstimos consignados em nome da idosa sem qualquer autorização, aumentando ainda mais o prejuízo financeiro da vítima.
Suspeita confessou os crimes
Durante depoimento, a mulher confessou ter realizado os desvios e afirmou que utilizava o dinheiro para fazer apostas em plataformas de jogos on-line. Ela alegou ser viciada no chamado "jogo do Tigrinho", citando a suposta ludopatia (vício em jogos) como justificativa para os crimes.
Durante a operação, os policiais apreenderam um telefone celular e o cartão magnético do benefício previdenciário da idosa. O cartão foi devolvido ao sobrinho da vítima, que é o representante legal da família.