Ovo envenenado: acusada de matar crianças vai a júri popular em junho no MA

junho 9, 2026 - 13:37
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Ovo envenenado: acusada de matar crianças vai a júri popular em junho no MA
Reprodução

O Poder Judiciário do Maranhão definiu a data para o julgamento de um dos casos policiais de maior repercussão recente na Região Metropolitana do Sudoeste Maranhense. Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, irá a júri popular no próximo dia 22 de junho na comarca de Imperatriz. Ela é acusada de planejar e executar o envenenamento de Mírian Lira Rocha e de seus dois filhos utilizando um ovo de Páscoa contaminado. A ré cumpre prisão preventiva desde o dia 17 de abril de 2025.

Relembre a Dinâmica da Tragédia

O crime, motivado por ciúmes que a acusada nutria do ex-marido — que mantinha um relacionamento com Mírian —, ocorreu em abril do ano passado. Um ovo de Páscoa foi entregue na residência das vítimas por um mototaxista contratado, que não tinha conhecimento do conteúdo do pacote.

Naquela noite, Mírian e seus dois filhos, João Pedro (7 anos) e Evillyn Fernanda (13 anos), consumiram o chocolate e começaram a passar mal imediatamente. O menino João Pedro faleceu no dia seguinte. A irmã, Evillyn Fernanda, resistiu por seis dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) antes de vir a óbito. A mãe sobreviveu após receber tratamento médico intensivo.

A Captura e as Provas Técnicas

De acordo com o inquérito da Polícia Civil, Jordélia viajou mais de 400 quilômetros, saindo de Santa Inês com destino a Imperatriz, para executar a ação. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela comprou o chocolate utilizando óculos escuros e uma peruca para ocultar sua identidade.

A acusada foi capturada por agentes policiais no dia seguinte ao crime, dentro de um ônibus interurbano, enquanto tentava retornar para sua cidade natal. Na bagagem da suspeita, os policiais localizaram os mesmos acessórios de disfarce identificados no circuito de monitoramento.

Denúncia do Ministério Público

A denúncia formulada pela 8ª Promotoria de Justiça de Imperatriz detalhou que a ré monitorava e direcionava ameaças à vítima através de um perfil falso (fake) nas redes sociais antes de avançar para a agressão física.

O juiz Glender Malheiros Guimarães, da 3ª Vara Criminal de Imperatriz, pronunciou a ré com base no entendimento de que o crime foi cometido de forma insidiosa. Como o caso tramita sob estrito segredo de justiça para preservar a intimidade das partes, os atos preparatórios das defesas e da acusação para o plenário do júri seguem em sigilo.