Moradora grava vídeo de duas cobras enroladas: ‘Brigando ou namorando?'
Um registro impressionante feito na zona rural de Palminópolis, município localizado no oeste de Goiás, virou um verdadeiro fenômeno nas redes sociais. O vídeo, gravado por uma moradora da região, mostra duas cobras de tamanho considerável completamente entrelaçadas no meio de uma estrada de terra.
A publicação original, feita no Instagram pela produtora de conteúdo Thais Alves Farias, rapidamente furou a bolha regional e já ultrapassa a impressionante marca de 1,1 milhão de visualizações até esta sexta-feira (12). Nos comentários, internautas do Brasil inteiro começaram a debater o que estaria motivando o comportamento intrigante e misterioso dos répteis.
Que Cobras São Essas e Elas Têm Veneno?
Para desvendar o mistério por trás das imagens que chocaram a internet, o biólogo Edson Abrão analisou o registro. De acordo com o especialista, os animais que aparecem nas imagens são serpentes caninas (também conhecidas popularmente como cobras-caninanas), uma espécie famosa pelo seu tamanho e agilidade, mas que não possui veneno.
"Elas não são venenosas e se alimentam de suas presas por constrição (esmagamento). Entre as suas presas favoritas estão pequenos mamíferos, aves, morcegos, répteis e, curiosamente, até outras serpentes que são peçonhentas", detalhou o biólogo.
Apesar de não serem perigosas para os seres humanos por falta de toxinas, as caninanas costumam assustar pelo comportamento imponente e pela velocidade quando se sentem ameaçadas.
Romance ou Disputa Mortal? O Diagnóstico do Especialista
A principal dúvida dos internautas na publicação era se as duas cobras estavam em um momento de acasalamento ou se aquilo se tratava de um combate violento. Segundo Edson Abrão, no mundo dos répteis, existem três hipóteses principais para esse tipo de comportamento:
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Acasalamento (um macho e uma fêmea);
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Briga por território (dois machos disputando o espaço);
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Disputa por uma fêmea (dois machos lutando pelo direito de reprodução).
No entanto, para o caso do vídeo viral de Goiás, o especialista cortou o clima de romance. Analisando os segundos finais da gravação, ele apontou que a teoria da briga é a mais provável.
"Pelo final do vídeo, me parece que são dois machos brigando, seja por território ou por uma fêmea. Isso fica evidente em função da posição vertical, como se fosse um enfrentamento direto, que as duas serpentes assumem no término da gravação", explicou Abrão.
No reino das serpentes, os machos costumam se entrelaçar e erguer os corpos para tentar "derrubar" o oponente no chão. Quem conseguir manter o outro abaixo de si demonstra dominância e vence a disputa, sem a necessidade de mordidas fatais.
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