Minas atualiza lista com 12 procurados do crime organizado; veja quem são
O governo de Minas divulgou uma nova lista do programa “Procura-se”, com 12 nomes considerados estratégicos para o combate ao crime organizado. A iniciativa faz parte da operação “Cerco Fechado” e, segundo o Executivo, os nomes ocupam posições de liderança em facções e são vistos como peças-chave para enfraquecer essas estruturas.
Em coletiva de imprensa na última segunda-feira (1º), o governo de Minas informou que todos os nomes listados já possuem mandados de prisão em aberto e um histórico de atuação contínua no crime, com envolvimento em diferentes tipos de delitos. “São os nossos alvos mais relevantes nesse momento, que têm capacidade de desestruturar uma parte relevante do crime organizado no estado”, afirmou Mateus Simões, governador de MG.
“Não tem ninguém aí que esteja só com um mandado de prisão em aberto. Estamos falando de alvos que praticaram uma série de crimes e que nós sabemos serem importantes na estrutura de liderança do crime organizado em Minas Gerais”, completou.
Outro ponto destacado é a integração com forças federais. Com apoio da Polícia Federal, a busca pelos foragidos pode ultrapassar as fronteiras de Minas Gerais.
A expectativa é que, uma vez incluídos na lista, esses suspeitos passem a ser monitorados em nível nacional e internacional, aumentando as chances de localização e prisão. Na edição anterior do programa, 10 dos 12 alvos foram presos ou neutralizados, segundo balanço oficial.
Saiba quem são os 12 procurados de MG:
• Adilson José da Silva Junior, 38 anos: conhecido como “Dadinho” ou “Didi”. É procurado por homicídio, organização criminosa, tráfico de drogas e tortura. Atua em Manhuaçu.

Adilson José da Silva Junior (Reprodução/Procura-se)
• Caio Filipe da Silva Ribeiro, 34 anos: Conhecido como “D’Minas”. Procurado por roubo e receptação, com atuação em Além Paraíba.

Caio Filipe da Silva Ribeiro (Reprodução/Procura-se)
• Douglas Raian Esteves Paulino, 34 anos — chamado de “Astronauta” ou “Astro”. É investigado por homicídio, roubo e porte ilegal de arma de fogo. Atua em Juiz de Fora.

Douglas Raian Esteves Paulino (Reprodução/Procura-se)
• Douglas Silva Amaral, 38 anos — o “DG”. Procurado por homicídio, roubo e organização criminosa, com atuação em Araçuaí e Teófilo Otoni.

Douglas Silva Amaral (Reprodução/Procura-se)
• Gabriel Cezar Alves de Oliveira, 27 anos — conhecido como “Biel”. É procurado por homicídio, organização criminosa, tráfico de drogas e tortura. Atua em Manhuaçu.

Gabriel Cezar Alves de Oliveira (Reprodução/Procura-se)
• Gustavo Rodrigues Esteves, 30 anos — o “Gu19”. Investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e ameaça. Atua em Manhuaçu.

Gustavo Rodrigues Esteves (Reprodução/Procura-se)
• José Pereira da Silva Neto, 40 anos — conhecido como “Gordão” ou “Pereira”. Procurado por tráfico de drogas, homicídio e organização criminosa. Atua na região do Barreiro, em BH, e na Região Metropolitana.

José Pereira da Silva Neto (Reprodução/Procura-se)
• Michael Doolevah Mendes Pereira, 28 anos — chamado de “Gorila” ou “Gorilão”. É procurado por roubo e porte ilegal de arma de fogo, com atuação no Barreiro e na RMBH.
• Paulo Henrique Rodrigues Lima, 38 anos — o “PH”. Procurado por homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. Atua na região Leste de BH e na Região Metropolitana.
• Ronald Alves de Oliveira Santos, 24 anos — conhecido como “RN”, “General” ou “Gordo”. É procurado por homicídio, organização criminosa e tráfico de drogas. Atua em Nanuque e Serra dos Aimorés.
• Ronan de Freitas, 39 anos — o “Carbono”. Procurado por homicídio, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. Atua em Visconde do Rio Branco.
• Warley Fernando Alves de Almeida, 37 anos — conhecido como “Manchinha”. É procurado por homicídio, organização criminosa e tráfico de drogas. Atua na região do Vista Alegre, em BH, e na RMBH.
Entenda a operação Cerco fechado
A operação “Cerco Fechado”, classificada pela gestão estadual como a maior ação policial contra facções criminosas da história de Minas Gerais, iniciou nesta segunda-feira (1º). A ofensiva mobiliza cerca de 3 mil agentes e ocupa simultaneamente 26 territórios considerados estratégicos para a atuação do crime organizado em seis cidades mineiras.
Durante coletiva de imprensa, o governador Mateus Simões afirmou que a operação não tem prazo para terminar, e manterá a presença permanente das forças de segurança nos territórios ocupados para impedir o avanço do crime organizado e garantir que áreas sensíveis permaneçam sob controle do Estado.
O foco central é o sufocamento físico e financeiro de facções como o PCC, o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), visando a retomada definitiva desses espaços públicos. Ao comentar sobre, o governador declarou: “O objetivo é a pacificação desse espaço e significa a expulsão dos traficantes e criminosos que estão ali”.
A ação reúne Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). As operações acontecem em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba, Manhuaçu e Teófilo Otoni. Na capital mineira, os alvos incluem regiões como o Aglomerado da Serra, Cabana do Pai Tomás, Morro do Papagaio, Morro das Pedras e Vila Cemig.
Nas primeiras horas da ação, foram registradas 46 conduções, incluindo quatro adolescentes, além de 38 prisões ratificadas. Também foram apreendidas nove armas de fogo, drogas e cerca de R$ 27 mil em dinheiro, valor que ainda estava sendo contabilizado pelas forças de segurança.
A operação também alcançou o sistema prisional mineiro. Segundo o governo, 10 unidades passaram por revistas, com fiscalização em 914 celas e apreensão de 53 celulares, além de centenas de porções de entorpecentes.
De acordo com o Executivo estadual, a estratégia inclui o combate a atividades exploradas por organizações criminosas dentro das comunidades, como serviços clandestinos de internet, fornecimento irregular de energia e pontos de comercialização ligados ao tráfico. Câmeras de monitoramento instaladas por facções e estruturas utilizadas para controle de acesso também deverão ser removidas ao longo da operação.