ESCÂNDALO NO NECROTÉRIO: Atendente do IML é preso por usar celular de cadáver para fazer Pix de R$ 7 mil para si mesmo
Um caso sem precedentes de desvio de conduta funcional chocou o funcionalismo público e os moradores da Baixada Santista. Daniel Nathan Ribeiro, de 36 anos, atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil. Ele é o principal investigado por acessar o smartphone de um homem recém-falecido, realizar uma transferência bancária via Pix no valor de R$ 7 mil para a sua própria conta corrente e, na sequência, destruir o aparelho para ocultar as provas do crime.
A Descoberta do Golpe pela Viúva
A investigação criminal que culminou na prisão do servidor público teve início no dia 24 de maio, quando a viúva da vítima compareceu ao 3º Distrito Policial de Santos para registrar um boletim de ocorrência de teor alarmante. O marido dela havia sido localizado sem vida na Avenida Mário Covas na semana anterior, tendo o corpo e os pertences pessoais encaminhados ao IML para os exames de praxe.
Ao dar início aos trâmites burocráticos e inventários para o encerramento das contas bancárias do falecido, a mulher tomou um susto: o extrato apontava uma transferência eletrônica de R$ 7 mil realizada com o selo de urgência do Pix. O dado mais perturbador era o carimbo de data/hora (timestamp): a transação havia sido efetuada depois que o óbito do marido já estava oficialmente registrado e o corpo estava sob a custódia do Estado. Além disso, ao reaver o celular do companheiro, ela notou que o hardware estava fisicamente danificado e com o histórico de mensagens apagado.
Mandado de Prisão e Quatro Crimes Enquadrados
Os investigadores da Corregedoria da Polícia Civil cruzaram os dados bancários da transação e confirmaram que a chave Pix de destino pertencia diretamente à conta pessoal de Daniel Nathan. Diante da robustez das evidências materiais, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o atendente, que foi cumprido imediatamente.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o funcionário público responderá a um processo rigoroso na esfera criminal e administrativa, estando formalmente indiciado por quatro condutas ilícitas graves.
Em nota oficial, a instituição policial reforçou de forma categórica que não compactua com desvios éticos ou operacionais de seus quadros e que adotará sanções disciplinares severas, que podem incluir a demissão a bem do serviço público. A defesa de Daniel Nathan Ribeiro não foi localizada para comentar as acusações até o fechamento desta edição, mas o espaço do portal permanece aberto para manifestações formais.