Bebê morre em UPA e polícia investiga suspeita de violência sexual
A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso instaurou um inquérito na manhã desta sexta-feira (5/6) para investigar a fundo as circunstâncias que envolveram a morte de um bebê indígena de apenas três meses de vida. A ocorrência, registrada no município de Barra do Garças, mobilizou peritos e agentes de segurança pública após o surgimento de indícios clínicos que acionaram os protocolos de suspeita de violência contra vulnerável.
O Atendimento de Emergência e o Alerta Médico
A situação começou a ser acompanhada pelas autoridades logo após a criança dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Barra do Garças. Apesar dos esforços da equipe médica plantonista para estabilizar o quadro clínico do recém-nascido, o bebê não resistiu e o óbito foi constatado na unidade de saúde.
Diante das marcas visuais observadas pelo médico responsável durante os exames de triagem e reanimação, a direção da UPA seguiu rigidamente as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e acionou imediatamente a Polícia Civil para acompanhar o caso. Os investigadores compareceram ao local para colher os primeiros depoimentos e iniciar a coleta de dados informacionais.
O Papel Decisivo da Perícia Médica
Para evitar conclusões precipitadas e garantir a precisão do inquérito, o corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Os peritos legistas realizarão exames periciais detalhados e exames complementares de laboratório para mapear a causa real da morte e esclarecer de forma científica se houve a ocorrência de violência física ou sexual.
Os pais da criança foram localizados pelos agentes de polícia e encaminhados de forma preventiva à Central de Flagrantes da cidade, onde prestaram depoimento inicial e ajudaram a registrar o Boletim de Ocorrência.
Até o fechamento desta reportagem, as autoridades reforçaram que nenhum suspeito foi apontado formalmente no processo e que o caso corre sob absoluto sigilo investigativo. A definição dos próximos passos da apuração depende diretamente da liberação dos laudos médicos do IML, previstos para os próximos dias.