Pai morre na frente da filha por guardas municipais

junho 8, 2026 - 07:48
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Pai morre na frente da filha por guardas municipais
Reprodução/@oloaresferreira

Uma operação da Guarda Civil Municipal (GCM) de Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia, terminou com um homem morto a tiros dentro de uma residência na madrugada da última sexta-feira (5/6). O episódio ganhou imensa repercussão nacional após vir a público um vídeo gravado pela própria filha do homem, que registrou os momentos de tensão que antecederam os disparos fatais na parte interna do imóvel.

O Apelo da Filha Durante a Abordagem

As imagens capturadas pelo telefone celular da testemunha mostram os agentes da GCM já posicionados no corredor da casa, com armamentos apontados em direção a um dos quartos onde o homem se encontrava. Ao longo de todo o registro, é possível ouvir a jovem tentando acalmar os ânimos e suplicando para que o pai não oferecesse resistência às ordens das autoridades.

“Pai, eu tô aqui, pai. Pai, vai lá, pai. Responde bonitinho, pai. Eu tô aqui”, pedia a jovem, em tom de desespero.

Em um dos trechos do diálogo, o homem responde de dentro do cômodo: “Filha, eu não sou ladrão”, sendo respondido pela mulher que ela compreendia a situação. Em seguida, os agentes questionaram se a jovem sentia medo do pai, e ela explicou que não possuía receio dele, mas sim do armamento pesado exibido na residência. Pouco depois, o áudio capta o acionamento de um dispositivo eletrônico de controle (arma de choque/taser), seguido imediatamente por múltiplos disparos de arma de fogo.

Histórico Criminal e Posicionamento Oficial

A Associação das Guardas Civis do Estado de Goiás (AGCGO) emitiu uma nota oficial manifestando apoio irrestrito aos servidores envolvidos na ocorrência. Segundo a entidade, a equipe atuou em estrita conformidade com os princípios de legalidade, proporcionalidade e técnica de policiamento, esgotando o uso de tecnologias menos letais previstas nos protocolos padrão antes do uso do armamento de fogo.

A AGCGO justificou o nível de força empregado apontando a elevada periculosidade do indivíduo. De acordo com os dados apresentados pela associação, o homem possuía antecedentes e respondia judicialmente por uma tentativa de feminicídio. Além disso, ele havia sido apontado na mesma semana como o autor de uma tentativa de homicídio recente, cuja vítima continuava internada em estado gravíssimo em uma unidade hospitalar.

Críticas à Cobertura Mediática

Ainda em seu comunicado oficial, a representação da classe teceu duras críticas à maneira como alguns veículos de comunicação locais divulgaram os trechos cortados do vídeo. A associação argumentou que determinadas publicações agiram de forma parcial, omitindo o histórico de violência do suspeito e criando uma narrativa incompleta com potencial para induzir o julgamento público a conclusões errôneas sobre o trabalho da instituição.

O caso foi encaminhado para as autoridades competentes da Polícia Civil e da corregedoria interna, que realizarão as perícias técnicas no local e nas armas para detalhar a dinâmica precisa do confronto doméstico.