Mulher descobre 7 tumores na mama após tomar cerveja e passar mal
O que parecia ser apenas um mal-estar passageiro após consumir uma única dose de cerveja acabou salvando a vida da americana Kelly Gunn, de 46 anos. O episódio incomum abriu caminho para que ela descobrisse que convivia, há pelo menos uma década, com sete tumores em crescimento na mama direita. O diagnóstico definitivo veio em julho de 2024, após anos de exames que apontavam nódulos falsamente classificados como benignos.
Na época do mal-estar, Kelly residia em uma área isolada em Belize, na América Central. Assustada com a reação súbita do seu corpo à bebida, ela decidiu retornar imediatamente aos Estados Unidos para buscar uma investigação detalhada em Virginia Beach, na Virgínia. Após passar por ultrassonografia, ressonância magnética e biópsia, veio a confirmação: câncer de mama em estágio 1, com múltiplos tumores.
Uma Década de Diagnósticos Imprecisos
A jornada de Kelly com a saúde das mamas começou dez anos antes do diagnóstico. Em 2016, ela sentiu um pequeno nódulo com formato semelhante ao de uma amêndoa. Ao procurar ajuda médica, foi informada de que se tratava apenas de tecido mamário denso influenciado por variações hormônios.
Em 2020, uma nova mamografia detectou o nódulo na mama direita, mas a biópsia realizada na época indicou que ele não era cancerígeno. Kelly passou a realizar mamografias anuais preventivas. Em abril de 2024, outro nódulo foi descoberto e, mais uma vez, classificado pelos médicos como benigno — até o episódio da cerveja mudar o rumo de sua história meses depois.
A detecção tardia serve como um importante alerta para os principais sinais do câncer de mama que devem ser observados:
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Aparecimento de nódulo endurecido, irregular e geralmente indolor;
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Edema ou retração na pele da mama (com aspecto semelhante a casca de laranja);
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Alterações no mamilo, como inversão, descamação ou ulceração;
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Secreção anormal (transparente, rosada ou avermelhada) pelos mamilos;
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Presença de caroços (linfonodos) palpáveis na região da axila.
Mastectomia Dupla, Menopausa Médica e Rede de Apoio
Devido à quantidade e à extensão dos tumores, os exames de imagem não conseguiam dimensionar com precisão o avanço da doença. "Eles eram grandes o suficiente e estavam crescendo há bastante tempo", revelou Kelly em entrevista ao veículo The Sun. Para garantir sua cura, ela foi submetida a uma mastectomia dupla com reconstrução mamária completa.
Como o câncer de Kelly era do tipo receptor hormonal positivo — alimentado pelos hormônios estrogênio e progesterona —, ela precisou iniciar uma terapia severa de supressão ovariana. Em 2025, o tratamento exigiu uma nova cirurgia para a retirada completa de seus ovários e trompas de Falópio, induzindo-a a uma menopausa médica imediata, acompanhada de fortes ondas de calor e dores intensas nas articulações.
Hoje, mantendo uma rotina rígida de exames preventivos a cada três meses, Kelly transformou sua dor em propósito. Ela fundou a comunidade Fionix Haus no Instagram, uma plataforma onde compartilha sua rotina de recuperação, insights sobre segundas opiniões médicas e oferece suporte emocional para mulheres que enfrentam o câncer de mama ao redor do mundo.