Rico Melquiades lamenta desistência de candidatura: “Ia roubar tanto”
O influenciador digital Rico Melquiades, conhecido nacionalmente por ter vencido a 13ª edição do reality show A Fazenda, da Record, usou suas redes sociais nesta sexta-feira (10/7) para confirmar que desistiu oficialmente de sua pré-candidatura ao cargo de deputado federal pelo estado de Alagoas. No entanto, o que realmente chocou os seguidores foi a justificativa bem-humorada — e controversa — que o famoso usou para lamentar o fim de suas aspirações políticas. Em tom polêmico, Rico afirmou abertamente que, caso fosse eleito, iria desviar verbas públicas.
“Eu tô triste, sabe por quê? Porque eu queria ser deputado federal, gente. Eu ia roubar tanto, mas eu ia roubar tanto”, disparou o alagoano em seus stories do Instagram.
Contrato com Emissora de TV Barrou Planos Políticos
Apesar das declarações ácidas sobre o que faria no poder, o verdadeiro motivo técnico que tirou Rico Melquiades da disputa eleitoral é mercadológico. O influenciador explicou aos seus seguidores que possui um contrato de exclusividade ativo com uma emissora de televisão. Pelas cláusulas contratuais vigentes e também pela legislação eleitoral, colaboradores de mídia televisiva enfrentam rígidas restrições para manter candidaturas políticas e aparições no ar ao mesmo tempo, o que o forçou a escolher o entretenimento.
Mesmo assim, Rico continuou o desabafo ironizando a sua própria conduta ética se entrasse para o universo político, afirmando que não conseguiria se manter imune às tentações do cargo.
“Meu nome ia viver nas capas de revista: ‘Rico tá envolvido no Mensalão’, ‘Rico tá envolvido no Petrolão’, ‘Rico tirou dinheiro disso’, ‘Rico tirou dinheiro da educação, tirou dinheiro da saúde’… Gente, Deus sabe o que faz. Ou eu ia estar preso. Não dá não pra ser político não, dá não. Ou eu ia me corromper. Me julguem!”, completou.
Promessa de Praticar Nepotismo com Toda a Família
Mantendo o estilo "sem filtros" que o consagrou nas telas da TV, o ex-peão acrescentou que seu primeiro ato legislativo seria focado em beneficiar seus próprios parentes no gabinete parlamentar, ignorando as leis que proíbem o favorecimento familiar no serviço público.
“A primeira coisa que eu ia fazer quando ganhasse era o nepotismo. Ia botar toda a minha família lá dentro pra trabalhar. Até a minha avó que tá morrendo ia botar lá dentro”, finalizou, dividindo a opinião dos internautas entre os que riram do deboche e os que criticaram a normalização de práticas ilícitas.