Policial é preso por destruir posto após se revoltar por frentista cobrar R$ 1 para calibrar pneu, diz polícia

julho 13, 2026 - 14:21
 0
Policial é preso por destruir posto após se revoltar por frentista cobrar R$ 1 para calibrar pneu, diz polícia
Divulgação/Central de Flagrantes de Anápolis

Uma cobrança de apenas R$ 1 para calibrar os pneus de um carro desencadeou uma sequência de violência em um posto de combustíveis na Avenida Universitária, no bairro Maracanã, em Anápolis (GO). Um policial rodoviário federal (PRF), que estava de folga, acabou preso após quebrar uma loja de conveniência e ameaçar o frentista do estabelecimento de morte. De acordo com a investigação, o próprio agente ligou para a central da polícia avisando sobre o crime iminente.

O caso ocorreu na noite de sábado (11). O coordenador da Central de Flagrantes, delegado Rafhael Barboza, revelou que, durante o telefonema, o policial afirmou sofrer de problemas psiquiátricos.

"Na própria ligação, ele disse que, se as viaturas não chegassem logo, ele iria matar o frentista", relatou o delegado.

Ataque com Pedaço de Madeira e Ameaça com Faca

Segundo o registro da ocorrência, o PRF se revoltou ao ser informado sobre a taxa de R$ 1 para o uso do calibrador. Inicialmente, ele portava uma faca e, antes de se afastar do posto, gritou para o funcionário que retornaria com uma arma de fogo para executá-lo.

Minutos mais tarde, o homem voltou ao posto empunhando um pedaço de madeira. Em um ataque de fúria, ele passou a quebrar as portas de vidro da fachada, expositores e diversos produtos da loja de conveniência, gerando pânico entre clientes e trabalhadores.

Uma guarnição da Polícia Militar e outro agente da PRF foram acionados para conter o tumulto. Mesmo diante das equipes policiais, o agressor continuou alterado, passando a desacatar e ameaçar os militares de plantão. Para contê-lo e evitar que alguém saísse gravemente ferido, as equipes precisaram efetuar um disparo de taser (arma de choque eletromagnético). O policial foi imobilizado e levado ao Hospital Alfredo Abraão para a retirada médica dos dardos, sendo conduzido em seguida à delegacia.

Defesa Alega Surto por Estresse Laboral e PRF Abre Apuração

O servidor foi autuado em flagrante pelos crimes de ameaça, dano qualificado, desobediência e desacato. Segundo a Polícia Civil, ele foi liberado para responder ao processo em liberdade após o pagamento de fiança.

Em nota oficial, a advogada Tatiana da Silva, responsável pela defesa do agente, declarou que ele sofreu um grave surto psicótico na madrugada anterior, "desencadeado pelo intenso estresse decorrente de suas atividades laborais". A defesa ressaltou que a própria PRF havia recolhido a arma funcional do servidor e o enviado para casa antes do plantão por notar seu estado mental debilitado. Atualmente, o homem encontra-se internado em um hospital psiquiátrico especializado.

A Polícia Rodoviária Federal também se manifestou em nota, reiterando que o servidor não estava em serviço ou no exercício de suas funções no momento do quebra-quebra. A instituição garantiu que o caso será rigorosamente apurado internamente por meio de um processo administrativo para verificar possíveis infrações aos deveres funcionais da categoria.