"Mamãe Noel" vai a júri acusada de matar "Papai Noel" 5 dias antes do Natal

junho 18, 2026 - 19:57
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"Mamãe Noel" vai a júri acusada de matar "Papai Noel" 5 dias antes do Natal
Reprodução/Redes Sociais

Uma mulher conhecida por interpretar a personagem Mamãe Noel em eventos beneficentes está sendo julgada nesta quinta-feira (18) pelo assassinato do próprio marido, que costumava participar das mesmas ações vestido de Papai Noel. O caso, que chocou moradores de Campo Alegre, no norte de Santa Catarina, está sendo analisado pelo Tribunal do Júri de São Bento do Sul.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Soeni Cardoso Borges, de 54 anos, é acusada de matar o marido, Carlos Emir Meier, de 48 anos, durante uma discussão dentro da residência do casal, em dezembro de 2020, apenas cinco dias antes do Natal.

Segundo as investigações, o desentendimento teria começado por causa de um vazamento em uma máquina de lavar roupas. Durante a briga, a mulher teria atingido o companheiro com uma facada no tórax. O golpe perfurou uma região próxima ao coração, provocando uma hemorragia interna que resultou na morte da vítima.

A defesa, no entanto, sustenta que o episódio ocorreu em um contexto de violência doméstica. Os advogados afirmam que Soeni sofria agressões há anos e que reagiu para se defender durante mais um episódio de violência dentro de casa.

Um laudo pericial anexado ao processo apontou a existência de escoriações e hematomas no braço da acusada. Segundo a defesa, as lesões teriam sido causadas por um puxão dado pelo marido momentos antes do golpe fatal.

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Além disso, foi apresentado aos jurados um boletim de ocorrência registrado em 2015, no qual já constavam relatos de supostas agressões praticadas por Carlos contra a esposa.

O casal era bastante conhecido na cidade por participar de ações sociais e eventos voltados para crianças durante o período natalino. A tragédia provocou forte comoção entre os moradores e transformou o caso em um dos mais comentados da região nos últimos anos.

Após o crime, Soeni se apresentou espontaneamente à polícia e passou a responder ao processo em liberdade. O Ministério Público pede a condenação por homicídio qualificado por motivo fútil. Já a defesa busca o reconhecimento da legítima defesa e a consequente absolvição da ré.

A decisão caberá aos jurados. Caso a tese da acusação seja aceita, Soeni poderá deixar o tribunal presa para iniciar o cumprimento da pena que vier a ser determinada pela Justiça.

O julgamento deve encerrar uma disputa judicial marcada por versões opostas sobre o que aconteceu naquela noite de dezembro de 2020, quando uma discussão dentro de casa terminou em tragédia.