Mãe estranha que bebê nunca abre os olhos e descobre condição raríssima após o parto
O que parecia ser apenas uma preocupação de mãe acabou revelando uma condição extremamente rara. Beth Fair-Lawton, de 31 anos, moradora da Inglaterra, percebeu que havia algo diferente com seu filho logo após o nascimento. Apesar de os médicos afirmarem que o bebê estava saudável, Rudy não abria os olhos.
Durante três dias, a mãe ouviu que o comportamento poderia ser normal em recém-nascidos, especialmente após um parto por cesariana. No entanto, seu instinto a levou a insistir por uma avaliação mais detalhada.
A preocupação acabou sendo confirmada por exames: Rudy nasceu com anoftalmia bilateral, uma rara malformação congênita caracterizada pela ausência dos globos oculares.
Descoberta chocante na maternidade
Beth teve uma gravidez considerada normal e realizou uma cesariana programada em janeiro de 2025. Após o nascimento, os exames iniciais indicaram que o bebê estava saudável.
Com o passar das horas, porém, a mãe percebeu que o filho continuava sem abrir os olhos. Inicialmente, profissionais explicaram que alguns bebês podem demorar um pouco mais para abrir os olhos após o parto.
Mesmo assim, ela continuou preocupada.
Somente no terceiro dia, uma parteira decidiu investigar a situação com mais atenção. Após tentar examinar o bebê, chamou outros profissionais para avaliação.
"Meu coração disparou. Eu sabia o que estava por vir", relembrou Beth em entrevista ao jornal britânico The Sun.
Pouco depois, os médicos informaram que Rudy provavelmente não possuía olhos ou que seus globos oculares eram extremamente pequenos. Exames posteriores confirmaram o diagnóstico de anoftalmia bilateral.
Mutação genética rara
As investigações médicas continuaram após a descoberta. Testes genéticos identificaram uma mutação no gene SOX2, alteração extremamente rara e relacionada ao desenvolvimento dos olhos durante a gestação.
Segundo os especialistas, a mutação surgiu espontaneamente no bebê e não foi herdada dos pais.
Além da ausência dos olhos, Rudy também apresenta perda auditiva moderada e dificuldades para engolir alimentos. Por isso, utiliza aparelhos auditivos e recebe alimentação por meio de uma sonda.
"Acho que estávamos em choque. As preocupações normais que se tem com um recém-nascido simplesmente se multiplicaram", contou a mãe.
Superação diária
Hoje, aos 16 meses, Rudy enfrenta desafios constantes, mas vem surpreendendo a família com suas conquistas.
O menino participa regularmente de consultas médicas, sessões de terapia e já passou por procedimentos para colocação de conformadores nas órbitas oculares, dispositivos que ajudam no desenvolvimento da estrutura facial e podem permitir o uso de próteses estéticas no futuro.
Apesar dos atrasos no desenvolvimento, recentemente ele aprendeu a sentar sozinho e a bater palmas. Também adora ouvir histórias, músicas e interagir com os sons que consegue perceber através dos aparelhos auditivos.
"Ele é um menino feliz e travesso, sempre sorrindo", afirma Beth.
Irmão emociona com explicação sobre a condição
Uma das cenas mais emocionantes da rotina da família envolve Jax, irmão mais velho de Rudy, de apenas três anos.
Quando alguém pergunta sobre a condição do caçula, o menino costuma responder de forma simples e comovente:
"Rudy não consegue enxergar com os olhos, mas consegue enxergar com as mãos."
Segundo a mãe, Jax frequentemente coloca brinquedos nas mãos do irmão para que ele possa explorá-los através do tato.
Atualmente, Rudy também reconhece os familiares dessa maneira. Quando ouve a voz da mãe, costuma tocar seu rosto para confirmar quem está ao seu lado.
Para ajudar o filho a conhecer os rostos da família, os pais encomendaram uma versão tridimensional de uma fotografia familiar, permitindo que ele "veja" os parentes por meio do toque.
Família enfrenta desafios e preconceito
Além dos desafios médicos, Beth afirma que a família também precisou lidar com a falta de informação sobre a condição e com situações de preconceito em ambientes públicos.
"Tentei frequentar grupos de bebês. Algumas pessoas foram muito acolhedoras, mas outras apenas nos encaravam ou nos evitavam", relatou.
Enquanto aguarda novos procedimentos médicos e a entrada do filho na creche, a família arrecada recursos para adquirir equipamentos que possam ampliar a autonomia do menino.
Mesmo diante das incertezas, Beth afirma que aprendeu a valorizar cada conquista do filho.
"Ele nos traz tanta alegria todos os dias. Aprendi a viver um dia de cada vez e a celebrar cada pequena vitória", disse.