Jovem de 22 anos morre em SP dez meses após sofrer intoxicação por metanol
O jovem Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morreu após passar cerca de dez meses lutando contra as graves sequelas provocadas pela ingestão de uma bebida contaminada por metanol. O sepultamento ocorreu nesta segunda-feira (15), na capital paulista.
Morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, Guilherme foi internado no dia 16 de agosto de 2025 após consumir doses de gin compradas em uma adega próxima de sua residência. Pouco tempo depois, ele começou a passar mal.
Inicialmente, o jovem acreditou que estava enfrentando apenas uma ressaca mais forte. No entanto, o quadro se agravou rapidamente e ele precisou ser levado ao Hospital Municipal M’Boi Mirim com suspeita de intoxicação.
Durante o tratamento, Guilherme sofreu diversas paradas cardíacas, precisou ser entubado e permaneceu respirando com auxílio de aparelhos.
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Longa batalha pela recuperação
Apesar de sobreviver à fase mais crítica da intoxicação, o jovem passou a enfrentar severas sequelas. Ele ficou paralisado e passou a depender de uma cadeira de rodas para se locomover.
Ao longo dos últimos meses, familiares compartilharam a rotina de recuperação por meio do perfil "Cura do Metanol" nas redes sociais. A página mostrava sessões de fisioterapia, avanços no tratamento e também servia para mobilizar uma campanha de arrecadação destinada a custear despesas médicas.
A história de Guilherme comoveu milhares de pessoas que acompanharam sua luta pela recuperação.
Família lamenta a perda
Na manhã da última terça-feira (16), familiares anunciaram a morte do jovem por meio de uma nota de pesar publicada nas redes sociais.
Além de comunicar o falecimento, a família agradeceu o apoio recebido durante todo o período de tratamento.
"Muito obrigado a todos que compareceram ao sepultamento e aos que nos ajudaram até aqui de todas as formas possíveis, com contribuições, doações e mensagens positivas ao longo de toda essa trajetória. Nosso luto será eterno, mas ficarão as boas lembranças", escreveu a família.
Causa da morte ainda será confirmada
Em nota, a Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que aguarda os resultados dos laudos periciais para confirmar oficialmente a causa da morte e verificar se existe relação direta com o quadro de intoxicação por metanol investigado desde 2025.
Segundo a administração municipal, somente após a conclusão das análises dos órgãos competentes será possível determinar se o falecimento está ligado ao episódio ocorrido no ano passado.
Até o momento, oito pessoas morreram no estado de São Paulo em decorrência de intoxicação causada por metanol, substância altamente tóxica que pode provocar danos graves ao organismo e levar à morte.