Homem fingia ter 12 anos na web para receber fotos íntimas de crianças
Uma ação rápida e integrada entre as Polícias Civis da Paraíba e do Amazonas resultou na prisão em flagrante de um homem de 26 anos nesta sexta-feira (12/6), em Manaus (AM). O criminoso é acusado de criar perfis falsos na internet fingindo ser uma adolescente de 12 anos com o objetivo de induzir e convencer crianças a enviarem fotos e vídeos íntimos.
O mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão foi expedido pela Justiça da Paraíba (PCPB), estado onde as investigações começaram após o monitoramento de denúncias envolvendo vítimas na região.
O Modus Operandi: Perfis Fakes e Vítima de Apenas 9 Anos
Segundo as investigações conduzidas pela Diretoria de Operações da Polícia Civil da Paraíba (DIOP), o suspeito utilizava o disfarce virtual de uma pré-adolescente para quebrar a desconfiança inicial dos menores e iniciar as conversas em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Após conquistar a intimidade das vítimas, ele passava a exigir a produção de conteúdos de natureza sexual explícita. A polícia descobriu um detalhe ainda mais perverso na dinâmica do crime: o homem utilizava as fotos íntimas recebidas de uma criança para chantagear ou convencer novas vítimas a fazerem o mesmo, criando uma rede de compartilhamento criminoso.
Até o momento, a polícia confirmou que uma das vítimas identificadas é uma criança de apenas 9 anos de idade.
A Apreensão dos Dispositivos e Prisão
Durante a abordagem policial em Manaus, as equipes apreenderam dois aparelhos celulares que eram utilizados ativamente pelo suspeito para gerenciar os perfis falsos e armazenar as mídias recebidas. Todo o material eletrônico foi recolhido e passará por uma perícia cibernética profunda para tentar mapear e identificar outras possíveis vítimas pelo Brasil.
O investigado passou pelos procedimentos de Polícia Judiciária e permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário. De acordo com a Polícia Civil, ele poderá responder pelos crimes graves de estupro de vulnerável, além de armazenamento e compartilhamento de conteúdos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).