Criança de 4 anos chega na escola com cortes pelo corpo e padrasto acaba preso

junho 16, 2026 - 15:18
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Criança de 4 anos chega na escola com cortes pelo corpo e padrasto acaba preso

Um homem foi preso em flagrante nesta segunda-feira (15), no bairro Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro, suspeito de agredir de forma contínua o enteado de apenas 4 anos. A prisão foi realizada pela Polícia Civil após uma denúncia feita por funcionários da escola onde a criança estudava.

De acordo com as investigações, o caso veio à tona após uma funcionária da unidade escolar relatar que o menino aparecia frequentemente com diversos ferimentos pelo corpo. Entre as lesões observadas estavam hematomas na cabeça e na orelha, arranhões, cortes em diferentes regiões do corpo e outros sinais de violência.

Além das marcas físicas, a criança também apresentava sinais de vulnerabilidade, como fome excessiva, sonolência constante, apatia, falta de interesse pelas atividades escolares e frequentes reclamações de dores no estômago.

Segundo a Polícia Civil, quando era questionado sobre os ferimentos, o menino demonstrava medo e evitava responder.

Ferimento no nariz levantou suspeitas

Recentemente, a mãe da criança informou à escola que um ferimento no nariz do menino teria sido provocado por uma queda. No entanto, diante do histórico de lesões e das suspeitas de maus-tratos, policiais da 26ª Delegacia de Polícia foram até a escola para apurar a situação.

No momento da ação, a mãe e o padrasto estavam no local para buscar a criança. Os três foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos.

Durante o depoimento, a criança foi questionada sobre o machucado no nariz e afirmou que o ferimento havia sido causado pelo padrasto naquele mesmo dia.

Ainda segundo a polícia, o menino relatou que era agredido com frequência pelo suspeito.

Exame confirmou agressões

Após o relato da vítima, a criança foi submetida a exame de corpo de delito. O laudo constatou não apenas lesões recentes, mas também vestígios de agressões anteriores, reforçando as suspeitas de violência contínua.

Diante das evidências reunidas pelos investigadores, o padrasto foi preso em flagrante pelos crimes de tortura e lesão corporal, com base na Lei Henry Borel, que prevê medidas mais rígidas para casos de violência contra crianças e adolescentes.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.