Casal é preso suspeito de matar bebê com calmante e jogar corpo em rio
Uma investigação complexa conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desvendou um cenário de horror e crueldade familiar. Um homem e uma mulher foram presos preventivamente nesta terça-feira (3/6), em uma pousada localizada em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Eles são os principais investigados pela morte do próprio filho recém-nascido e pela ocultação do cadáver da criança, crime que vinha sendo acobertado há cerca de sete meses.
Versões Contraditórias e a Queda da Farsa
O caso começou a ser investigado após o casal começar a apresentar respostas evasivas e versões profundamente contraditórias sobre o paradeiro e o sumiço do bebê. As graves inconsistências nos depoimentos iniciais acionaram o alerta dos investigadores, que prontamente instauraram um inquérito policial para rastrear a rotina do casal.
Com o avanço das diligências de campo e a coleta de provas técnicas, a equipe da PCMG reuniu indícios robustos de que a criança havia sido vítima de um crime violento. Diante do risco de fuga, a polícia representou pela prisão preventiva dos suspeitos, medida que foi chancelada pelo Poder Judiciário. O casal havia deixado o Vale do Aço e estava escondido no estabelecimento hoteleiro na Grande BH quando foi cercado e capturado.
Confissão Detalhada: Dosagem Fatal e Descarte em Rio
Ao serem encurralados e confrontados com os elementos reunidos no inquérito, ambos os investigados decidiram confessar o crime. Nos novos depoimentos, eles revelaram que o assassinato do menino ocorreu no final de novembro de 2025, no município de Ipatinga, no Vale do Aço.
De acordo com a versão oficial dos criminosos, eles administraram uma quantidade excessiva de um medicamento calmante de tarja preta no recém-nascido, com o objetivo deliberado de fazê-lo parar de chorar e dormir. Momentos depois, ao checarem o berço, perceberam que o bebê não apresentava mais sinais vitais. Ao constatarem o óbito, em vez de acionarem o socorro médico, os dois decidiram ocultar o corpo, envolvendo o cadáver e jogando-o no leito de um rio que corta a cidade de Ipatinga.
A Polícia Civil informou que as investigações entram agora em uma nova fase operacional. O objetivo principal é coordenar buscas físicas para tentar localizar os restos mortais do recém-nascido no rio apontado pelo casal, além de mapear se houve a participação de terceiras pessoas no acobertamento do crime ao longo dos últimos meses. Os dois responderão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.