Prostitutas do pó: mulheres que traficavam cocaína em bares são presas

abril 9, 2026 - 10:54
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Prostitutas do pó: mulheres que traficavam cocaína em bares são presas
Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), desferiu um duro golpe contra o tráfico de drogas nesta quarta-feira (8/4). A "Operação Double Strike" resultou na prisão de quatro pessoas e na apreensão de um arsenal que incluía uma pistola com seletor de rajada e mira a laser. O grupo utilizava garotas de programa para comercializar cocaína em bares de regiões nobres e administrativas do DF.

A ação foi dividida em duas fases estratégicas para cercar tanto os fornecedores de grande porte quanto os distribuidores que atuavam na ponta final do esquema.

Fase 1: O Fornecedor de Planaltina

As investigações começaram com o monitoramento de um homem apontado como o "atacadista" da droga para traficantes menores.

  • O Flagrante: Ele foi interceptado em Planaltina durante uma entrega.

  • A Apreensão: Com ele, foi encontrada uma porção de cocaína de alta pureza, avaliada em R$ 6 mil, além de aparelhos de comunicação.

Fase 2: O Esquema nos Bares e a Arma com Laser

A segunda parte da operação focou em denúncias sobre duas mulheres, de 37 e 43 anos, que trabalhavam como garotas de programa. Elas utilizavam o acesso facilitado a bares e casas noturnas na Asa Norte, Itapoã e Paranoá para vender entorpecentes fornecidos por um comparsa.

No momento da abordagem, houve tentativa de fuga e destruição de provas:

  1. Descarte: O fornecedor tentou jogar drogas e uma balança de precisão no vaso sanitário ao perceber a chegada dos agentes.

  2. Arsenal: Na residência, os policiais encontraram uma pistola 9mm com numeração raspada, equipada com acessórios de uso restrito, como seletor de rajada (que transforma a arma em uma submetralhadora) e mira a laser.

  3. Variedade: Foram apreendidos skunk, haxixe, cocaína e dinheiro em espécie.

Prejuízo ao Crime

Ao todo, a PCDF estima que os bens apreendidos — incluindo um veículo utilizado para o transporte das drogas, quatro celulares e os entorpecentes — somam um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil para a associação criminosa.

Os dois homens (26 e 32 anos) e as duas mulheres permanecem presos e responderão por tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. A 6ª DP continua as investigações para identificar outros bares e estabelecimentos que poderiam estar facilitando ou sendo utilizados como pontos de venda pelo grupo.