2 reais ou um caixão misterioso? Homem tenta fazer horta em casa alugada e encontra um caixão
O que deveria ser o início de uma nova etapa em uma casa alugada transformou-se em um caso de polícia em Três Barras, no Planalto Norte catarinense. Na tarde desta quarta-feira (8/4), um homem localizou um caixão artesanal enterrado nos fundos de sua residência enquanto preparava o terreno para um canteiro. O objeto continha uma ossada humana completa, dando início a uma investigação por parte da Polícia Civil.
O morador, que havia se mudado recentemente para o imóvel, acionou a Polícia Militar por volta das 12h, após notar a resistência de um objeto rígido sob a terra. Ao escavar o local, ele se deparou com a estrutura de madeira feita à mão.
A Cena do Achado
Ao chegarem ao local, os policiais militares procederam com a abertura do artefato para verificação imediata:
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Conteúdo: No interior do caixão, foram encontradas flores artificiais, sugerindo um ritual de sepultamento, e uma ossada humana que aparenta ser de uma pessoa adulta.
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Estado: Os restos mortais já estavam em estágio avançado de decomposição (esqueletização), o que indica que o corpo pode ter sido enterrado há bastante tempo.
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Isolamento: Após a constatação, o caixão foi fechado e a área isolada para preservar possíveis evidências.
Próximos Passos da Investigação
A Polícia Civil de Santa Catarina assumiu o caso e acionou o Instituto Geral de Perícias (IGP) e o Instituto Médico Legal (IML). O foco da investigação agora gira em torno de três eixos:
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Identificação da Vítima: Através de exames de DNA e análise da arcada dentária para checar a lista de pessoas desaparecidas na região.
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Causa da Morte: Verificar se há sinais de violência na ossada (como marcas de tiros ou fraturas) ou se trata-se de um sepultamento clandestino de morte natural.
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Histórico do Imóvel: Localizar e interrogar proprietários e inquilinos anteriores para entender quem realizou a escavação no quintal.
O mistério assusta a vizinhança, que não relatou movimentações suspeitas recentes, reforçando a tese de que o "cemitério particular" pode datar de anos atrás.