TERROR NA CRECHE: Mãe invade escola municipal, quebra o pau e morde braço de professora

Maio 29, 2026 - 15:26
 0
TERROR NA CRECHE: Mãe invade escola municipal, quebra o pau e morde braço de professora
Imagem ilustrativa

O ambiente que deveria ser de acolhimento e aprendizado no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Judith Maria Brasil da Rocha, no bairro de Tabatinga, em Camaragibe, transformou-se em um cenário de pancadaria e desespero. A Polícia Civil de Pernambuco investiga um caso de lesão corporal e desacato após a mãe de um dos alunos invadir a unidade de ensino, discutir agressivamente com a equipe pedagógica e morder o braço de uma professora de 52 anos. O caso, ocorrido no dia 22 de maio, expõe a vulnerabilidade de servidores públicos no ambiente escolar.

O Estopim: Crise em Sala de Aula e Boatos

De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência, a rotina no CMEI já vinha sendo marcada por tensões. A equipe escolar relatou que passara dias solicitando que a mãe do aluno, que possui diagnóstico de autismo, buscasse acompanhamento médico especializado para a criança, alegando que o estudante apresentava comportamento desestabilizado e agressivo com os colegas de classe. No dia do incidente, o menino teria chegado à escola desorganizado, correndo pelos corredores e tentando invadir outras salas. Ao tentar contê-lo e acalmá-lo, uma professora precisou segurar a criança, já que as tentativas de contato telefônico com a mãe não obtiveram resposta.

A situação saiu do controle quando a responsável por outro estudante presenciou a contenção e, interpretando a ação de forma equivocada, avisou à mãe do menino que ele estaria sendo agredido pelas funcionárias. Tomada pela fúria, a mulher foi imediatamente até a creche para tirar satisfações.


Portões Trancados e Mordida no Braço

Ao chegar na unidade de ensino, a mãe iniciou uma discussão acalorada. Segundo os relatos das vítimas, a agressora chegou a "passar a mão" de forma intimidadora no rosto de uma das professoras. Diante da escalada da violência, a direção do CMEI acionou a Guarda Municipal para intervir na ocorrência.

Temendo que a agressora fugisse antes da chegada das autoridades, os funcionários decidiram fechar os portões da creche. Foi nesse momento de confinamento que a mulher avançou contra uma das professoras, desferindo uma mordida violenta que deixou um grande hematoma no braço da servidora. As vítimas, duas mulheres de 43 e 52 anos, registraram a queixa na 37ª Delegacia de Camaragibe.

Silêncio da Prefeitura

O caso joga luz sobre as condições de trabalho e a falta de suporte para a inclusão de alunos de inclusão na rede pública. O portal de notícias local questionou formalmente a prefeitura de Camaragibe sobre a existência de equipes multidisciplinares ou de educadores de apoio específicos para crianças com necessidades especiais dentro das salas de aula, além da atuação exata da Guarda Municipal no dia do ocorrido. No entanto, até o fechamento desta edição, a gestão municipal não enviou nenhuma resposta. A Polícia Civil mantém o inquérito ativo para apurar todas as circunstâncias da lesão corporal.