Mãe tenta sufocar filha de 6 meses após não aceitar fim do namoro
Uma ação rápida da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) evitou uma terrível tragédia familiar na manhã desta quinta-feira (16/7), no município de São Félix do Araguaia. Uma adolescente de 17 anos foi apreendida em flagrante sob a acusação de tentar matar a própria filha, uma bebê de apenas 6 meses de vida. A jovem tentou sufocar a criança com um travesseiro e, logo em seguida, embrenhou-se com a recém-nascida em uma área de mata fechada.
De acordo com as informações registradas no boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada às pressas pelo pai da criança, que presenciou o início das agressões e buscou socorro.
Desespero: Criança Foi Segurada Pelos Pés
O homem relatou aos policiais militares que a ex-companheira entrou em surto por não aceitar o fim recente do relacionamento amoroso do casal. Como forma de vingança ou retaliação, ela passou a atacar a filha de seis meses.
O relato do pai é cercado de horror: ele afirmou que a adolescente tentou sufocar a bebê pressionando um travesseiro contra o seu rosto e, em outro momento de extrema violência, segurou a filha de cabeça para baixo, suspendendo o corpo da menina apenas pelos pés.
Quando a primeira viatura da PM chegou ao endereço da família, a agressora já havia fugido a pé do imóvel carregando a bebê no colo. Sabendo do risco iminente de morte que a criança corria, os militares iniciaram buscas táticas imediatas nas redondezas, concentrando os esforços em uma região de mata fechada nas proximidades da residência.
Resgate na Mata e Atuação do Conselho Tutelar
Após intensas diligências e varredura na vegetação, os policiais conseguiram localizar a jovem escondida entre as árvores com a filha. A bebê foi imediatamente retirada dos braços da infratora, colocada em total segurança e encaminhada para uma unidade de saúde local para receber os cuidados médicos necessários após os traumas sofridos.
Pelo fato de a agressora ser uma menor de idade (17 anos) e a vítima ser uma vulnerável de seis meses, o Conselho Tutelar do município foi acionado imediatamente para acompanhar todos os desdobramentos da ocorrência. O órgão adotou as medidas protetivas urgentes de acolhimento previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O caso foi formalmente registrado como crime de maus-tratos consumado (podendo ser aditado para tentativa de homicídio/infanticídio no decorrer do inquérito) e foi repassado à Polícia Civil de Mato Grosso, que ficará responsável por conduzir as investigações e ouvir os envolvidos.