Homem é preso por abusar de cadela e vender conteúdos de zoofilia
Uma investigação minuciosa no leste do Maranhão culminou na prisão de um homem de 31 anos, suspeito de praticar atos de zoofilia contra a própria cadela no município de Caxias. O caso, que choca pela perversidade, envolve não apenas o abuso direto, mas também a criação de uma rede de compartilhamento e comercialização de conteúdo criminoso em plataformas restritas da internet.
A operação foi desencadeada após denúncias que levaram a Secretaria Municipal de Proteção Animal e a Polícia Civil ao paradeiro do suspeito. No local, os agentes realizaram o resgate imediato da cadela, que foi encaminhada para exames veterinários e agora recebe cuidados especializados para tratar os danos físicos e traumas sofridos.
Produção de Conteúdo e Convites Criminosos
As investigações revelaram um cenário ainda mais sombrio: o homem registrava os abusos em vídeo e os compartilhava em grupos fechados. Mais do que isso, ele utilizava o material para negociar valores com outros usuários e chegava a convidar pessoas "simpatizantes" da prática para participarem dos abusos contra o animal em sua residência.
Durante a abordagem, a polícia apreendeu:
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Dois aparelhos celulares;
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Um pen drive com arquivos de mídia.
Todo o material passará por perícia técnica para identificar outros possíveis envolvidos e a extensão da rede de exploração.
Confissão e Rigor da Lei
Ao ser interrogado na delegacia, o suspeito não negou as acusações e confessou os crimes. Ele foi autuado e encaminhado diretamente à Unidade Prisional de Caxias, onde permanece à disposição da Justiça.
Vale lembrar que, desde a sanção da Lei Sansão (Lei 14.064/2020), a pena para maus-tratos contra cães e gatos foi endurecida, prevendo reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda. No caso de zoofilia e comercialização de imagens, as qualificadoras podem elevar consideravelmente o tempo de permanência na prisão.