Mulher é presa suspeita de torturar, matar animais e vender vídeos das agressões pela internet

junho 22, 2026 - 09:25
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Mulher é presa suspeita de torturar, matar animais e vender vídeos das agressões pela internet
Reprodução/Redes Sociais

Uma mulher de 44 anos foi presa preventivamente na tarde desta quinta-feira (18), em Marcelino Vieira, na região Alto Oeste do Rio Grande do Norte, suspeita de praticar maus-tratos contra animais, incluindo atos de tortura e morte, além de gravar e comercializar os vídeos das agressões pela internet.

A prisão foi realizada após uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). O nome da suspeita não foi divulgado pelas autoridades.

Segundo o Ministério Público, a mulher produzia conteúdos envolvendo maus-tratos contra diversos animais, entre eles galinhas, cães, gatos, preás e capivaras. As investigações identificaram vídeos que mostravam o abate cruel de aves por meio de torção de pescoço e pisoteamento.

De acordo com os investigadores, os registros indicavam que os animais continuavam apresentando sinais de sofrimento mesmo após as agressões.

Conteúdo era vendido para assinantes

Ainda conforme o MPRN, a suspeita mantinha canais em plataformas digitais onde publicava vídeos relacionados à rotina rural desde 2021. No entanto, em áreas restritas dessas plataformas, ela disponibilizava conteúdos com cenas explícitas de violência contra animais para assinantes pagantes.

As apurações apontaram que ela comercializava vídeos personalizados com níveis mais elevados de crueldade, produzidos de acordo com solicitações feitas por seguidores mediante pagamento.

Além de acompanhar os conteúdos, os assinantes também podiam sugerir formas de agressão e morte dos animais.

Investigação aponta possível satisfação com os atos

Segundo o Ministério Público, as investigações revelaram indícios de que a mulher demonstrava satisfação ao praticar os atos de violência.

"A apuração do MPRN e da Polícia Civil demonstrou que a investigada tem satisfação durante a prática dos atos de violência contra os animais, circunstância que poderia guardar relação com comportamentos descritos na literatura psicológica e psiquiátrica sob a denominação de zoosadismo", informou o órgão.

Equipamentos foram apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, a polícia apreendeu aparelhos celulares e dispositivos de armazenamento digital que poderão auxiliar na obtenção das mídias originais e na identificação de possíveis envolvidos.

As empresas responsáveis pelas plataformas onde os vídeos eram divulgados também foram notificadas para fornecer registros de acessos, publicações e informações sobre pagamentos realizados pelos usuários.

Prisão foi determinada pela Justiça

As investigações tiveram início no começo de junho deste ano. Com base nos elementos reunidos, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva da suspeita, além de medidas de busca e apreensão e quebra de sigilo de dados das contas utilizadas para a divulgação dos conteúdos.

A Justiça do Rio Grande do Norte acolheu os pedidos e determinou a prisão da investigada com o objetivo de preservar a ordem pública e impedir a continuidade das práticas criminosas.

Segundo o Ministério Público, a medida também busca evitar que novos animais sejam vítimas de maus-tratos enquanto o caso segue sob investigação.