Médico é preso por estuprar neta de 4 anos
Um renomado médico de 76 anos está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros após ser acusado de estupro de vulnerável contra a própria neta, uma criança de apenas quatro anos. O caso, que tramita sob sigilo para preservar a vítima, veio à tona após um relato desesperado da menina à mãe.
O crime teria ocorrido durante um dos finais de semana em que a criança visitava o pai — que divide a guarda com a ex-mulher — em São Paulo. De acordo com os autos, no dia 22 de fevereiro, a menina retornou para a casa da mãe, em São Vicente, apresentando um comportamento "triste e retraído". Ao ser questionada, a criança detalhou abusos cometidos pelo avô paterno e confessou o medo de que ele voltasse a machucá-la.
A Decisão Judicial
O juiz Frederico dos Santos Messias fundamentou a prisão preventiva, executada no último dia 13 pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente, afirmando haver provas suficientes de autoria e da materialidade do crime. O médico foi localizado em seu apartamento no bairro nobre do Jardim Paulista, na capital.
O Embate de Versões
A defesa do médico, composta pelos advogados Daniel Leon Bialski, Bruno Garcia Borragine e André Mendonça Bialski, adotou uma linha de defesa agressiva. Em nota oficial, os defensores alegam que o cliente é vítima de uma "denunciação caluniosa" fruto de "alienação parental" (quando um dos genitores induz a criança a odiar o outro ou seus familiares).
"O exame pericial realizado rechaça qualquer tipo de abuso e a falaciosa imputação se confronta com a ótima relação entre avô e neta", afirmou a defesa, que também questiona a competência do juiz que decretou a prisão.
Investigação e Custódia
Apesar da negativa da defesa, a Polícia Civil e o Ministério Público seguem com a investigação baseada no depoimento da criança e em outros elementos colhidos durante o inquérito. O médico permanece à disposição da Justiça enquanto seus advogados tentam reverter a prisão preventiva nos tribunais superiores, alegando ilegalidade na custódia.