Homem que não aceitava o término arremessa ex de moto e foge sem prestar socorro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, neste domingo (29/3), João Carlos da Silva Neto, conhecido como "Netinho", de 23 anos. Ele é acusado de tentar assassinar a ex-namorada atropelando-a intencionalmente em Campo Grande, na Zona Oeste. As investigações da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) revelaram que o crime foi motivado por uma obsessão doentia e pela recusa do agressor em aceitar o término do namoro.
O crime ocorreu no dia 23 de março. A vítima voltava de uma festa na garupa de uma motocicleta quando foi atingida violentamente pelo carro dirigido por Netinho. Testemunhas e imagens de câmeras de segurança mostraram uma cena de puro sadismo: após a colisão que arremessou a jovem ao solo, o agressor desceu do veículo, observou a ex-namorada gravemente ferida e fugiu em seguida sem prestar qualquer auxílio.
Perseguição e Conexão com a Milícia
A Deam apurou que Netinho vinha perseguindo e ameaçando a jovem constantemente, tentando forçar um "relacionamento sério" que ela não desejava. Além do histórico de violência doméstica, os agentes identificaram que o criminoso possui vínculos com o núcleo da milícia que atua em Campo Grande, o que dificultou inicialmente sua localização.
O "Carro Fantasma"
Na última quarta-feira (25/3), os policiais localizaram o veículo utilizado no crime. A estratégia de ocultação reforça o perfil criminoso do acusado:
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Esconderijo: O automóvel estava em uma área de mata de difícil acesso, coberto por plástico preto.
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Origem Criminosa: A perícia constatou que o carro havia sido roubado em janeiro, no bairro de Madureira, e circulava com placas clonadas para despistar as autoridades.
Estado de Saúde e Acusações
A vítima permanece internada em estado delicado devido à gravidade dos ferimentos causados pelo impacto. Com a reunião de provas robustas, a autoridade policial obteve a prisão preventiva de Netinho, que agora responderá por uma extensa ficha criminal:
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Tentativa de Feminicídio;
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Perseguição (Stalking);
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Receptação de veículo roubado;
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Adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
João Carlos da Silva Neto foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça fluminense.