Engenheiro morre após ritual de “banho de óleo” em escola de aviação

julho 17, 2026 - 11:59
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Engenheiro morre após ritual de “banho de óleo” em escola de aviação
Reprodução/Redes Sociais

O que deveria ser a celebração de uma grande conquista profissional transformou-se em tragédia na noite desta quinta-feira (16/7), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O engenheiro Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após participar do tradicional ritual conhecido como “banho de óleo”, uma espécie de batismo praticado em escolas de aviação. O instrutor responsável por lançar a substância foi preso em flagrante, mas responderá em liberdade após pagar fiança.

O incidente ocorreu logo após a conclusão de uma importante etapa da formação aeronáutica de Gustavo. O instrutor se apresentou espontaneamente à delegacia, pagou uma fiança estipulada em R$ 3 mil e foi liberado para responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

Ritual de Tradição Termina em Mal-Estar e Morte

Em depoimento à Polícia Civil, o instrutor confirmou ter jogado o líquido no jovem e explicou que o "banho de óleo" é uma prática cultural fortemente enraizada na instituição para celebrar conquistas como o primeiro voo solo. Segundo ele, o procedimento padrão consiste em despejar a substância do pescoço para baixo dos formandos.

No entanto, logo após receber o banho com o produto, Gustavo começou a passar mal e apresentou um rápido e grave comprometimento de seu estado de saúde. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas às pressas e encaminharam o engenheiro a um hospital da região, mas ele infelizmente não resistiu e veio a óbito poucas horas depois.

Polícia Civil Investiga Composição Química da Substância

Até o momento, os investigadores da Polícia Civil informaram que não foram encontrados indícios de dolo (intenção de matar) por parte do instrutor. O foco principal das investigações agora é desvendar o que causou a reação fulminante no corpo do jovem piloto.

Para esclarecer as circunstâncias da morte, a polícia requisitou uma série de exames complexos:

  • Exame Necroscópico: Para avaliar lesões internas ou reações físicas imediatas;

  • Exame Toxicológico e Químico-Pericial: Para determinar a exata composição química do óleo utilizado, a quantidade aplicada e se o produto era tóxico ou inflamável.

As autoridades também estão reunindo documentos, analisando imagens do momento da celebração e ouvindo testemunhas, familiares e outros participantes da cerimônia. O caso reacende o alerta e a discussão sobre os limites e os riscos de rituais de batismo em cursos de formação civil e militar em todo o país.