Advogado 'pedófilo' é preso após comprar fotos de menina de 6 anos e admitir que queria estuprá-la

março 17, 2026 - 09:12
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Advogado 'pedófilo' é preso após comprar fotos de menina de 6 anos e admitir que queria estuprá-la
João Amaro/G1 e Reprodução

O Vale do Ribeira é palco de uma investigação que revela as profundezas da perversão humana. O advogado Leonardo Augusto Barduco, de 27 anos, foi preso em Pariquera-Açu (SP) após confessar à polícia que não apenas comprava material de exploração sexual de uma menina de 6 anos, mas que também tinha a intenção de manter relações sexuais com a criança.

A trama criminosa começou a ser desmantelada na última sexta-feira (13), quando o próprio pai da vítima foi detido em Iguape. No celular do genitor, investigadores do 1º DP encontraram uma vitrine do horror: fotos e vídeos da filha de 6 anos sendo comercializados via aplicativos de mensagens para o advogado.

A Confissão e a Fuga

Leonardo Barduco chegou a fugir da Polícia Militar no sábado (14), pulando muros ao notar a chegada dos agentes em sua residência. No entanto, ao saber da prisão do pai da menina e da existência de um mandado contra si, ele se entregou na noite de domingo (15).

O que mais chocou as autoridades foi o conteúdo das mensagens e o depoimento do advogado. Segundo o boletim de ocorrência, ele admitiu explicitamente a "vontade demais" que sentia pela menina e o desejo de consumar o ato sexual.

O Papel do Pai

O pai da vítima, que deveria ser seu protetor, agia como agenciador. Durante a busca e apreensão no bairro Rocio, a Polícia Civil confirmou que ele produzia o material e buscava "vantagem financeira" mediante a exploração da própria filha.

"Os investigadores identificaram conversas que indicavam a produção e circulação de imagens, bem como menções à intenção de obtenção de vantagem financeira", afirmou a Polícia Civil em nota.

Justiça e Proteção

O caso foi registrado como:

  • Exploração sexual de vulnerável;

  • Produção e compartilhamento de material de pornografia infantil;

  • Favorecimento da prostituição.

Enquanto Leonardo Barduco e o pai da criança permanecem à disposição da Justiça, a investigação prossegue para identificar se houve outros compradores ou se o abuso físico já havia sido consumado. A guarda da menina está sob sigilo para preservar sua integridade física e psicológica após o trauma inimaginável.