O que você costuma comer pode estar encurtando sua vida, diz estudo
O que você coloca no prato hoje pode estar "sacando" ou "depositando" minutos valiosos no seu banco de tempo de saúde futura. Um estudo recente, realizado por pesquisadores da USP, da UERJ e da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU), quantificou o impacto de 33 alimentos comuns na dieta brasileira sobre a expectativa de vida saudável.
A pesquisa, publicada na revista International Journal of Environmental Research and Public Health, utilizou o Heni (Índice Nacional de Saúde) para estimar ganhos e perdas de tempo de vida com base em dados epidemiológicos de doenças crônicas.
O Custo dos Ultraprocessados
O dado mais alarmante da pesquisa envolve um item onipresente nos lanches: a bolacha recheada. Segundo o estudo, o consumo de apenas 115 gramas (menos de um pacote comum) está associado a uma perda média de 40 minutos de vida saudável para um adulto.
O "preço" alto se deve à combinação de:
-
Alta concentração de açúcares refinados;
-
Gorduras saturadas e trans;
-
Excesso de aditivos químicos e conservantes.
Além das bolachas, outros alimentos figuram na lista de impacto negativo, como a carne seca, margarina, pizza de muçarela e biscoitos salgados. O consumo frequente desses itens potencializa o risco de inflamações crônicas, diabetes tipo 2 e até problemas de saúde mental, como depressão.
Os Aliados do Relógio Biológico
Nem todas as notícias são negativas. O estudo reforçou a importância da dieta tradicional brasileira e de alimentos in natura. Itens que promovem o ganho de expectativa de vida saudável incluem:
-
Arroz e Feijão: A combinação clássica segue como pilar da saúde.
-
Açaí com Granola: Identificado como um promotor da longevidade.
-
Peixes de água doce e Bananas: Excelentes fontes de nutrientes essenciais.
"Dietas baseadas em alimentos minimamente processados seguem sendo a estratégia mais consistente para promover qualidade de vida ao longo dos anos", reforçam os nutricionistas envolvidos na análise.