Irmãos são presos suspeitos de sequestrar, torturar e matar homem em chácara
O que começou como um pedido desesperado de socorro de uma família por um desaparecimento revelou uma trama de violência extrema, tortura e ocultação de cadáver. Dois irmãos, de 48 e 37 anos, foram presos no último sábado (14) sob a acusação de sequestrar e executar um homem em uma chácara na Estrutural, Distrito Federal.
A vítima, cuja identidade ainda é mantida em sigilo, havia saído de casa para realizar um serviço e nunca mais retornou. O que parecia ser apenas um sumiço comum transformou-se em uma investigação de homicídio quando a 8ª Delegacia da Estrutural descobriu indícios de um crime bárbaro motivado por vingança ou ganância.
A Sessão de Tortura
De acordo com o inquérito, a vítima foi levada para uma chácara isolada, onde passou horas sob o domínio dos agressores. Os irmãos teriam utilizado de violência física e psicológica para forçar o homem a revelar o paradeiro de bens supostamente desaparecidos. Sem as respostas que queriam, a dupla decidiu pelo "sentenciamento" da vítima.
Após a sessão de tortura, o homem foi colocado em um veículo e levado para uma área rural remota, onde foi executado. Em uma tentativa de apagar os vestígios do crime, os suspeitos lançaram o corpo em um rio de forte correnteza na região.
Caçada Interestadual
A fuga dos suspeitos não impediu a ação da Polícia Civil. O irmão mais velho, de 48 anos, foi localizado a mais de 1.500 km de distância, na cidade de Barra do Corda, no Maranhão. Já o mais novo, de 37 anos, foi detido em uma área rural de Sobradinho dos Melos, no DF, onde a polícia apreendeu uma espingarda e munições.
"Apesar das varreduras realizadas com o apoio do Corpo de Bombeiros, o corpo ainda não foi localizado, o que impede a confirmação pericial da arma utilizada no crime", informou a corporação.
Investigação em Aberto
A ausência do corpo é o último obstáculo para o fechamento do caso. Sem o cadáver, a perícia fica limitada, mas a Polícia Civil garante que as provas colhidas até agora são contundentes para manter os irmãos atrás das grades. A busca continua, enquanto a família da vítima aguarda o direito básico de realizar um sepultamento digno.