Mulher é morta a facadas pelo ex e homem foge levando filho do casal
O bairro Maravilha, em Uberlândia, foi palco de uma cena que mistura crueldade extrema e a prova da ineficiência das medidas de proteção à mulher. Ranielly Raissa Aparecida Silva, de 32 anos, foi morta a facadas pelo ex-companheiro, Marcelo Rodrigues, no momento em que ele deveria devolver o filho do casal, de apenas 6 anos, após o fim de semana.
O crime, ocorrido na tarde deste domingo (15), foi presenciado pelos dois filhos da vítima. A filha mais velha, de 8 anos, correu desesperada até uma vizinha pedindo ajuda enquanto a mãe era atacada. Quando o socorro chegou, Ranielly já estava sem vida, com cortes profundos no pescoço, rosto e mãos — sinais claros de que tentou lutar pela vida.
O Horror Registrado em Vídeo
Imagens de câmeras de segurança entregues à Polícia Militar revelam a frieza do agressor. Marcelo chegou à casa da vítima com o filho de 6 anos por volta das 16h30. Após entrar na residência, as imagens mostram o homem jogando Ranielly no chão da calçada e desferindo diversos golpes de faca contra ela. O filho do casal assistiu a tudo. Logo após a execução, Marcelo colocou o garoto no carro e fugiu em alta velocidade.
Falha nas Grades e no Papel
Este é o retrato de um feminicídio anunciado. Marcelo Rodrigues havia saído da prisão recentemente, justamente por ter agredido Ranielly anteriormente. A vítima possuía uma medida protetiva que, na prática, não serviu para impedir que o agressor se aproximasse dela.
Segundo o irmão de Ranielly, a família vivia sob o medo constante. Vizinhos confirmaram que a vítima já havia relatado ameaças de morte explícitas feitas pelo ex-companheiro.
Caçada pelo Suspeito e pela Criança
A Polícia Militar de Minas Gerais realiza buscas intensas em toda a região do Triângulo Mineiro. Até o momento, o paradeiro de Marcelo e, principalmente, da criança de 6 anos é desconhecido, o que aumenta a angústia dos familiares.
Ranielly Raissa será sepultada às 16h desta segunda-feira (16), no Cemitério Bom Pastor. Enquanto a família chora a perda, fica a pergunta que ecoa em casos de violência doméstica: até quando pedaços de papel serão a única barreira entre uma mulher e seu carrasco?