Morte de personal trainer durante abordagem policial causa comoção no Ceará

junho 21, 2026 - 13:51
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Morte de personal trainer durante abordagem policial causa comoção no Ceará

O personal trainer Lucas de Farias Melo, de 24 anos, morreu durante uma intervenção policial na localidade de Rajada, no município de Itapipoca, no Ceará, na noite da última quinta-feira (18). O caso será investigado pelas autoridades competentes.

De acordo com a Polícia Militar, uma equipe realizava deslocamento pela região quando avistou uma motocicleta estacionada de forma que obstruía parcialmente a passagem na via. Ao se aproximarem para averiguar a situação, os policiais identificaram um homem ao lado do veículo.

Segundo a corporação, os agentes iniciaram os procedimentos de abordagem e determinaram que o jovem se identificasse e obedecesse às orientações de segurança. Ainda conforme o relato policial, Lucas teria desobedecido às ordens e avançado em direção à viatura.

A PM afirma que, durante a ação, o jovem abriu a porta do veículo policial e tentou tomar a arma de um dos agentes. Diante da situação considerada uma ameaça iminente à integridade física da equipe, os policiais efetuaram disparos para conter a agressão.

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Após a intervenção, os agentes encontraram com Lucas uma bolsa contendo uma faca e objetos pessoais. Em seguida, ele foi socorrido pelos próprios policiais e levado para uma unidade hospitalar da região, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Militar informou ainda que os agentes precisaram realizar o transporte da vítima devido à ausência de sinal de telefonia móvel e comunicação por rádio na localidade, o que dificultou o acionamento de equipes de apoio e resgate.

A ocorrência foi encaminhada à autoridade policial responsável para a adoção dos procedimentos legais e investigação dos fatos.

Família cita possível surto psicótico

O advogado Josué Miranda dos Santos, que representa a família de Lucas, afirmou que parentes relataram que o jovem apresentava um quadro de surto psicótico no momento da ocorrência, situação que demandaria acompanhamento médico especializado.

Ainda segundo a defesa, em um processo por violência doméstica ao qual Lucas respondia, a Justiça da Comarca de Crateús havia instaurado um Incidente de Insanidade Mental para avaliar suas condições psicológicas à época dos fatos investigados.

Lucas possuía antecedentes criminais por violência doméstica e era monitorado por tornozeleira eletrônica.

Em nota, a defesa e os familiares pediram rigor, transparência e celeridade na apuração do caso.

“É fundamental que a perícia, o laudo cadavérico e todos os elementos técnicos sejam produzidos com imparcialidade, para que a sociedade e a família possam compreender exatamente o que ocorreu naquela noite”, destacou um trecho da manifestação.

Os familiares ressaltaram ainda que não pretendem antecipar conclusões sobre a atuação dos policiais envolvidos, mas defendem que todas as circunstâncias da ocorrência sejam esclarecidas pelas investigações.