Mãe súplica por amor antes de ser decapitada pelo próprio filho em apartamento
Um cenário de horror e extrema barbárie chocou os moradores do bairro Nova Cachoeirinha, na região Noroeste de Belo Horizonte. Sob um clima de intensa comoção e revolta, amigos e familiares se despediram na tarde desta terça-feira (23/6) de Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos, assassinada e decapitada dentro do próprio apartamento.
O corpo da vítima foi localizado na manhã de segunda-feira (22/6). Ela apresentava múltiplas perfurações por faca, além da decapitação. O principal suspeito do crime é o próprio filho de Jussara, um homem de 27 anos com histórico diagnosticado de esquizofrenia, que foi preso em flagrante no local do crime.
"Eu Te Amo": Vizinha Ouviu Últimas Palavras da Vítima
A descoberta do homicídio mobilizou a Polícia Militar após vizinhos e parentes estranharem o sumiço repentino de Jussara, que não dava notícias ou aparecia na vizinhança desde o último sábado (20/6). Diante do silêncio e da suspeita de que algo grave pudesse ter acontecido, os moradores acionaram as autoridades.
Ao chegarem ao endereço, os policiais precisaram arrombar a porta de entrada do imóvel. No interior do apartamento, os agentes encontraram o filho da vítima, que confessou a autoria do crime ali mesmo. Uma vizinha do prédio relatou ao sargento Gleidson Wellys, responsável pelo atendimento da ocorrência, o momento desesperador que ouviu através das paredes:
“Não faça isso, meu filho. Eu te amo”, teria suplicado Jussara em seus últimos instantes de vida, tentando conter o ataque do filho.
Com 20 anos de atuação na corporação, o sargento da PMMG classificou a cena como a mais violenta de toda a sua trajetória profissional. “Nunca vi tanta violência contra uma mulher. Foi bárbaro”, desabafou o militar.
Disputa por Imóvel e "Conflitos Internos"
De acordo com os depoimentos colhidos na vizinhança, embora não houvesse registros de agressões físicas anteriores, o relacionamento entre os dois havia se tornado tenso no último ano, período que coincidiu com o retorno do jovem de uma temporada em Portugal.
Após voltar do exterior, o homem passou a alegar de forma obsessiva que o apartamento pertencia a ele, chegando a colocar a mãe para fora de casa em algumas ocasiões. Ao ser questionado oficialmente pelos policiais sobre o que motivou tamanha crueldade, o suspeito limitou-se a dizer de forma fria que agiu motivado por “conflitos internos”.
O rapaz teve a sua prisão ratificada e foi encaminhado ao sistema prisional, onde passará por avaliações psiquiátricas forenses à disposição da Justiça. O corpo de Jussara foi velado na Associação de Moradores do Bairro Jardim Alvorada e sepultado no Cemitério da Paz, no bairro Caiçara, na capital mineira.