Homem confunde sintomas com efeito de parar de beber e descobre tumor cerebral agressivo

junho 22, 2026 - 18:36
 0
Homem confunde sintomas com efeito de parar de beber e descobre tumor cerebral agressivo

O que parecia ser apenas um efeito temporário causado pela interrupção do consumo de álcool acabou revelando uma grave doença. O britânico Simon Hollister, de 55 anos, recebeu o diagnóstico de um tumor cerebral agressivo e incurável após procurar ajuda médica devido a episódios frequentes de tontura e falhas de memória.

Morador de Surrey, na Inglaterra, Simon é pai de dois filhos e decidiu mudar os hábitos no início de 2025. Com o objetivo de perder peso e melhorar a saúde, ele aderiu ao chamado "janeiro sem álcool" e passou a realizar caminhadas diárias de aproximadamente 13 quilômetros.

Foi nesse período que começaram os primeiros sintomas.

Tonturas durante caminhadas chamaram atenção

Segundo relato publicado pela revista People, Simon começou a sentir tonturas repentinas enquanto caminhava. Como os sintomas surgiram logo após a mudança de rotina, ele acreditou que o problema pudesse estar relacionado à abstinência do álcool ou ao esforço físico.

“Eu estava caminhando e, de repente, ficava meio tonto, com a cabeça girando”, contou.

Com o passar das semanas, porém, os sinais se tornaram mais preocupantes. Além das tonturas, Simon começou a apresentar dificuldades para lembrar palavras simples e episódios de esquecimento.

Preocupado com a situação, ele decidiu realizar uma ressonância magnética particular em fevereiro de 2025. O resultado trouxe uma notícia devastadora.

Diagnóstico revelou câncer cerebral agressivo

Um dia após realizar o exame, Simon recebeu uma ligação do médico responsável.

“O médico me ligou quase chorando e disse que eu tinha um glioblastoma”, relembrou.

O glioblastoma é considerado um dos tipos mais agressivos de câncer cerebral. A doença apresenta crescimento rápido e está entre os tumores cerebrais mais comuns e letais em adultos.

Entre os sintomas mais frequentes estão dores de cabeça persistentes, náuseas, vômitos, tontura, dificuldades de equilíbrio, lapsos de memória, alterações na fala, problemas de visão, fraqueza muscular e convulsões.

Cirurgia e tratamentos

Após receber o diagnóstico, Simon ouviu dos médicos que sua expectativa de vida poderia variar entre seis e 12 meses.

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO NOSSO GRUPO DE WHATSAPP

Em março de 2025, ele passou por uma cirurgia para remoção do tumor. No entanto, cerca de 20% da massa cancerígena permaneceu no cérebro devido à complexidade do procedimento.

Posteriormente, o britânico iniciou sessões de quimioterapia e radioterapia, além de um tratamento complementar com Avastin, medicamento utilizado para retardar a progressão da doença em alguns pacientes.

Os exames mais recentes mostraram que o tumor inicial desapareceu, mas uma nova lesão, do tamanho de uma ervilha, foi identificada pelos médicos.

Família busca recursos para tratamento

Sem condições de retornar ao trabalho desde o diagnóstico, Simon e seus familiares criaram uma campanha de arrecadação para custear tratamentos privados e terapias experimentais.

Segundo a família, o objetivo é reunir mais de 100 mil libras esterlinas — valor equivalente a cerca de R$ 790 mil — para financiar novas alternativas terapêuticas que possam aumentar a sobrevida do paciente.

Atualmente, Simon utiliza o medicamento Avastin, cujo custo supera mil libras por mês. A expectativa é que a combinação de tratamentos permita ampliar sua expectativa de vida em até cinco anos.

Alerta para não ignorar sintomas

Ao compartilhar sua história, Simon fez um alerta para que as pessoas procurem ajuda médica sempre que perceberem sintomas persistentes ou incomuns.

Segundo ele, insistir na realização de exames foi fundamental para descobrir a doença.

“Se eu não tivesse corrido atrás sozinho, já estaria morto. É simples assim”, afirmou. “Sempre que algo parecer estranho no seu corpo, insista em buscar ajuda.”

O caso chamou atenção nas redes sociais e reforçou a importância do diagnóstico precoce em doenças graves, especialmente quando sintomas aparentemente comuns persistem por longos períodos.