Homem que matou a mãe foi decapitado na cadeia por facção rival

março 3, 2026 - 18:57
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Homem que matou a mãe foi decapitado na cadeia por facção rival
Rovena Rosa/Agência Brasil

Uma execução com requintes de crueldade chocou o sistema prisional de São Paulo no último sábado (28/2). Washington Ramos Brito, de 32 anos, preso por matar a própria mãe, foi assassinado por detentos no Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Pinheiros apenas três dias após sua detenção.

A Execução e a "Assinatura" do Crime

O crime carrega a marca da facção Bonde do Cerol Fininho, grupo rival ao PCC e conhecido pela extrema violência. Washington foi:

  • Decapitado com o uso de lâminas de barbear.

  • Teve as orelhas e órgãos internos arrancados.

Os autores confessos, Rodrigo Galvão dos Santos ("Rota", 42 anos) e José Wellington Matos Vitória (25 anos), afirmaram que a motivação foi a revolta contra o matricídio (assassinato da mãe) cometido pela vítima. Ambos declararam que, por não terem mais suas mães vivas, não aceitaram o crime de Washington.

O Surgimento do "Bonde do Cerol Fininho"

A facção foi fundada por Marcos Paulo da Silva, o "Lúcifer", um ex-integrante do PCC condenado a mais de 217 anos. Diagnostico com psicose, Lúcifer criou o modus operandi de mutilação e decapitação de rivais dentro das unidades prisionais paulistas. Estima-se que ele tenha executado cerca de 50 pessoas seguindo este padrão.


O Crime Original: O Assassinato de Angelina Maria

Washington Ramos Brito havia sido preso em 25 de fevereiro, suspeito de estrangular a mãe, Angelina Maria Ramos, de 58 anos, no Jardim das Palmas, zona sul da capital.

  1. A Descoberta: O corpo foi encontrado por outro filho da vítima ao retornar do trabalho.

  2. O Suspeito: Washington era o único que estava na casa e já possuía passagens pela Justiça.

  3. O Desfecho: Após passar pelo DHPP, ele foi enviado ao CDP de Pinheiros, onde encontrou a morte nas mãos dos integrantes da facção.

Situação Jurídica

Os executores, Rota e Wellington, foram levados ao 91º DP (Ceagesp), onde mantiveram a confissão em depoimento. Eles retornaram ao cárcere e permanecem à disposição da Justiça. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) ainda não se manifestou sobre possíveis transferências ou medidas disciplinares adicionais após o ocorrido.