Assassino que matou vendedora em shopping recebe alta e vai para a prisão
Nesta terça-feira (3/3), Cássio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos, recebeu alta médica e foi imediatamente preso pela Polícia Civil. Ele é o autor do feminicídio que vitimou a vendedora Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, dentro de uma joalheria no Shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo, na última quarta-feira (25/2).
Cássio estava internado no Hospital Mario Covas após ser baleado pela polícia durante a ação. Ele foi encaminhado ao 2º Distrito Policial e, ainda hoje, será transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP).
O Crime e a Intervenção Policial
O ataque ocorreu enquanto Cibelle trabalhava na joalheria Vivara. Segundo as investigações do DEIC:
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Premeditação: O agressor entrou no estabelecimento e golpeou a ex-namorada no pescoço.
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Flagrante: Um policial civil que fazia compras no shopping percebeu a movimentação. Inicialmente suspeitando de um assalto, ele solicitou apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE).
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Confronto: Após matar Cibelle, Cássio utilizou uma arma de airsoft para tentar tirar a própria vida. Diante da ameaça e da recusa em se entregar, os policiais efetuaram disparos para contê-lo.
Medidas Protetivas Desrespeitadas
A tragédia levanta um alerta sobre a segurança de vítimas de violência doméstica. Cibelle e Cássio mantiveram um relacionamento conturbado por seis anos, terminado há dez meses. Mesmo com o fim do namoro, a vendedora vivia sob constante ameaça.
| Histórico de Denúncias | Detalhes |
| Boletins de Ocorrência | A vítima registrou 3 BOs contra o agressor. |
| Medida Protetiva | Cibelle possuía uma medida judicial ativa contra Cássio. |
| Descumprimento | O criminoso ignorava a ordem judicial, perseguindo a jovem em redes sociais e presencialmente. |
Posicionamento das Empresas
Em notas oficiais, tanto o Golden Square Shopping quanto a Vivara lamentaram profundamente o ocorrido. A joalheria classificou o episódio como um "ataque inaceitável de violência" e afirmou estar oferecendo suporte psicológico e assistência integral à família da vítima e aos demais colaboradores.
As investigações prosseguem sob o comando do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) para finalizar o inquérito.