Estudante de medicina morre ao cair de moto e capacete sair da cabeça
Uma tragédia que uniu a dor da perda à solidariedade chocou a comunidade acadêmica da fronteira. A fisioterapeuta e estudante de medicina Maria Caroline Azevedo Freitas, de 29 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito na Rua Guia Lopes, em Ponta Porã (MS) — cidade sul-mato-grossense vizinha a Pedro Juan Caballero, no Paraguai, onde ela cursava a faculdade.
O trágico acidente aconteceu no momento em que a jovem pilotava sua motocicleta a caminho da escola para buscar o irmão mais novo.
Capacete Soltou-se da Cabeça com a Violência do Impacto
De acordo com os relatórios das autoridades de trânsito, Maria Caroline trafegava pela via pública quando a sua motocicleta foi violentamente atingida na traseira por um veículo Toyota. Com o forte impacto, a estudante foi arremessada ao solo.
Durante a queda, o capacete de segurança teria se desprendido da cabeça da jovem, fazendo com que ela sofresse um traumatismo craniano severo, além de múltiplas fraturas pelo corpo.
Carol foi socorrida às pressas e encaminhada inicialmente ao Hospital Regional de Ponta Porã. Devido à extrema gravidade do seu quadro clínico, ela precisou ser transferida com urgência para o Hospital da Vida, no município de Dourados. Infelizmente, a equipe médica confirmou a morte cerebral da estudante.
Família Autoriza Doação de Órgãos e Faz Vaquinha para Traslado
Mesmo diante de um cenário de dor profunda, a família de Maria Caroline tomou uma decisão nobre e autorizou a doação dos órgãos da jovem, transformando a tragédia em uma chance de vida para outras pessoas que aguardavam na fila de transplantes.
Como Carol era natural do Nordeste, os familiares precisaram iniciar uma campanha de arrecadação financeira nas redes sociais para cobrir os altos custos do traslado do corpo de Mato Grosso do Sul para o seu estado de origem.
A meta foi batizada com sucesso graças à solidariedade de amigos e internautas. O corpo da estudante de medicina será velado e sepultado em Natal, no Rio Grande do Norte, cidade onde ela residia com a mãe antes de se mudar para a fronteira.
Investigação por Homicídio Culposo e Luto na Universidade
A polícia local registrou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor (quando não há a intenção de matar) e abriu um inquérito para apurar as circunstâncias exatas da colisão traseira. Informações preliminares indicam que o carro Toyota era conduzido por uma mulher, que estava acompanhada de um passageiro no momento do impacto.
A morte precoce da jovem gerou intensas manifestações de luto nas redes sociais. Carlos Bernardo, CEO da Universidade Interamericana, instituição paraguaia onde Carol estudava, emitiu uma nota pública de profundo pesar:
“Com profundo pesar, nos despedimos de Carol. Ela fez parte da nossa casa e cuidou dos nossos filhos com carinho, dedicação e amor. Sua presença, sua luz e seu afeto deixarão saudades em nossa família. Que Deus a receba em paz”, declarou o gestor.