Arma cai em canoa e tiro acidental mata jovem durante caçada
Uma fatalidade chocante tirou a vida de um jovem de 19 anos na zona rural do sudeste goiano. Luiz Richel Matias da Rocha morreu após ser atingido por um tiro acidental vindo de sua própria arma durante uma atividade de caça em Santo Antônio do Rio Verde, distrito pertencente ao município de Catalão (GO).
O trágico acidente aconteceu na última terça-feira (23/6) em uma região de rios e lagos localizada a cerca de três quilômetros da sede de uma propriedade rural.
Espingarda Bateu no Assoalho da Embarcação
De acordo com as informações oficiais registradas pela Polícia Militar, Luiz Richel estava na companhia de dois amigos a bordo de uma canoa. O grupo participava da atividade quando o jovem avistou uma caça e efetuou um disparo.
Logo em seguida, o rapaz solicitou um novo cartucho para os colegas com o objetivo de recarregar a espingarda de calibre não informado. Foi durante esse manuseio e recarga que a tragédia aconteceu: a arma escorregou e a coronha bateu fortemente contra o fundo de madeira da embarcação, provocando um disparo involuntário. O tiro atingiu Luiz em cheio na região da costela.
Corrida Contra o Tempo para Tentar Salvar o Jovem
Assim que o disparo ocorreu, os dois amigos que acompanhavam Luiz iniciaram um resgate desesperado. O condutor da canoa remou rapidamente até a margem e carregou o jovem ferido até uma caminhonete que estava estacionada nas proximidades, transportando-o até a sede da fazenda.
Na propriedade, os familiares foram avisados e colocaram Luiz em outro veículo para levá-lo até o distrito de Santo Antônio do Rio Verde. No meio do caminho, uma ambulância de socorro assumiu o transporte de emergência e seguiu em alta velocidade em direção à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Catalão. Infelizmente, devido à gravidade da hemorragia interna, o jovem não resistiu e chegou à unidade de saúde sem vida.
Arma Pertence à Fazenda Há Mais de 40 Anos
A Polícia Militar compareceu ao local do fato e realizou a apreensão da espingarda. Os dois amigos que presenciaram o acidente foram conduzidos de praxe à delegacia de Polícia Civil para prestar depoimentos formais e esclarecer a dinâmica do ocorrido, sendo liberados na sequência.
Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores veio do depoimento do proprietário da Fazenda Pouso Alegre, local onde o grupo estava. Segundo o fazendeiro, a espingarda utilizada no acidente pertence à propriedade e permanece guardada no local há mais de 40 anos, o que levanta a hipótese de que o desgaste natural nos mecanismos de segurança e no gatilho da arma antiga possa ter facilitado o disparo acidental com o impacto. O caso foi registrado e segue sob investigação da Polícia Civil.