Adolescente de 13 anos morre após comer macarrão instantâneo e acende alerta

Sinônimo de praticidade e alimentação rápida, o macarrão instantâneo — popularmente conhecido como miojo — voltou a ser alvo de debates após a morte de um adolescente de 13 anos no Egito. O caso aconteceu em Cairo e ganhou repercussão nesta semana, levantando discussões sobre os riscos do consumo do produto, especialmente quando ingerido cru.
Segundo a imprensa local, o jovem passou a sentir fortes dores no estômago cerca de 30 minutos após comer três pacotes de macarrão instantâneo cru, sabor frango. Ele apresentou vômitos e não resistiu. A polícia foi acionada, mas o corpo não apresentava sinais de violência.
A autópsia levantou a suspeita de que a ingestão tenha causado complicações intestinais graves ou obstrução digestiva. O Instituto Nacional de Nutrição do Egito analisou amostras do produto, mas não encontrou sinais de adulteração ou problemas de segurança alimentar. O comerciante que vendeu o macarrão chegou a prestar depoimento, mas foi liberado.
Especialistas locais ressaltaram que não há evidências científicas que comprovem relação direta entre o consumo de macarrão instantâneo e a morte. No entanto, alertam que a ingestão do produto cru pode trazer riscos à saúde, como intoxicação alimentar e obstruções intestinais.
O que é o macarrão instantâneo?
O produto é uma criação japonesa feita a partir de uma massa pré-cozida e desidratada, que pode ser preparada rapidamente apenas com água quente. No Brasil, ficou popular por meio da marca Miojo. A praticidade se deve ao processo industrial, que permite preparo em poucos minutos.
Embora registros apontem para uma versão primitiva na China do século XVI, a versão moderna foi criada em 1958 por Momofuku Ando, fundador da Nissin. Considerado o “Rei dos Macarrões”, ele acreditava que a comida era essencial para a paz mundial. Sua invenção revolucionou a alimentação rápida, gerando diversas variações.