Piloto abre porta de avião, se joga durante voo e deixa aluna sozinha na cabine

julho 8, 2026 - 10:37
 0
Piloto abre porta de avião, se joga durante voo e deixa aluna sozinha na cabine
Reprodução/Redes Sociais

Um voo de instrução rotineiro se transformou em um cenário de puro desespero e superação na Argentina. Um instrutor de voo de 42 anos morreu após se jogar de uma aeronave de pequeno porte, deixando sua aluna, uma jovem de 22 anos, completamente sozinha no comando do avião. Apesar do choque psicológico e do susto extremo, a jovem piloto conseguiu manter o controle emocional e realizou um pouso seguro.

O trágico incidente ocorreu no último sábado (4), na província de Córdoba. O corpo do instrutor, identificado como Leandro Bertazzo, foi localizado por equipes de resgate em uma área rural do município de Toledo.

"Você Sabe o Que Fazer": As Últimas Palavras Antes do Salto

De acordo com Eduardo Alvarez, diretor da renomada escola de aviação Flying Parrot Córdoba, a ação do instrutor foi repentina e surpreendeu a tripulação. Antes de abrir a porta da cabine, Bertazzo olhou fixamente para a aluna e pronunciou suas últimas palavras: "Você sabe o que fazer".

"Assim que disse isso, Leandro tirou os fones de ouvido, deixou o celular de lado e abriu a porta, algo muito difícil de fazer devido à forte pressão do ar", relatou Alvarez em entrevista detalhada ao jornal argentino Clarín.

Os dois tripulavam um avião modelo Cessna C-150 e estavam a uma altitude aproximada de 250 metros quando o instrutor efetuou o salto. Mesmo profundamente abalada com a cena, a aluna conseguiu acionar o rádio e entrar em contato com os controladores e a equipe técnica da escola em solo.

Pouso de Emergência com Auxílio em Solo e Histórico Oculto

Guiada passo a passo via rádio pelos instrutores em terra, a jovem realizou os procedimentos de aproximação da pista e efetuou o pouso sem nenhum tipo de incidente ou dano à aeronave. Embora estivesse em uma sessão de treinamento para acumular experiência, a jovem já possuía o brevê de piloto, o que foi crucial para evitar uma tragédia ainda maior.

Investigações subsequentes publicadas pelo jornal Clarín revelaram que Leandro Bertazzo vinha passando por sérios problemas de saúde mental e havia procurado atendimento psiquiátrico recentemente. No entanto, ele optou por ocultar a condição médica e o tratamento da direção da escola de aviação.

A empresa informou que o piloto tinha uma carreira sólida na aviação comercial e que seu comportamento na manhã do ocorrido foi totalmente normal, tendo inclusive realizado outro voo de treinamento horas antes. O caso agora está sob a responsabilidade da Justiça Federal de Córdoba, que apura formalmente as circunstâncias e responsabilidades da morte.