Ligado ao fetichismo, látex é destaque em peças virais da Copa

julho 6, 2026 - 08:56
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Ligado ao fetichismo, látex é destaque em peças virais da Copa

Uma peça que une futebol, moda e um material historicamente ligado ao universo fetichista se tornou uma das grandes tendências da Copa do Mundo de 2026. As blusas da Seleção Brasileira confeccionadas em látex viralizaram nas redes sociais após serem usadas por diversas celebridades durante os jogos do Brasil.

Criadas pela estilista mineira Cece Hamali, de 28 anos, as peças chamaram atenção pelo acabamento brilhante e pela proposta de transformar a tradicional camisa da torcida em um item fashion. O modelo apareceu em publicações de famosas como Deborah Secco, Ludmilla, Malu Borges, Flávia Pavanelli, Franciny Ehlke, Ana Paula Siebert e Vivi Wanderley.

Cada uma adaptou a peça ao próprio estilo, combinando-a com jeans, biquínis e até saias confeccionadas no mesmo material. Antes das fotos e vídeos, muitas delas também mostraram a aplicação de líquidos e óleos sobre o látex, procedimento comum para devolver ao tecido o brilho intenso e o característico efeito molhado.

O acabamento espelhado acontece porque o látex costuma ser vestido com auxílio de talco, que deixa o material opaco. A aplicação de produtos específicos ou óleos remove esse aspecto fosco e realça o brilho da borracha.

Material tem origem ligada ao universo fetichista

Embora hoje esteja presente em editoriais de moda e produções de celebridades, o látex ganhou notoriedade por sua forte ligação com a estética fetichista. O material se destacou por sua elasticidade, pelo brilho intenso e pela forma como se ajusta ao corpo, tornando-se um símbolo de sensualidade e poder.

A partir das subculturas BDSM e clubber das décadas de 1970 e 1980, o látex passou a ser incorporado por estilistas que buscavam explorar novas formas de expressão entre corpo, roupa e performance.

Com o passar dos anos, deixou de ser restrito a nichos específicos e conquistou espaço nas passarelas internacionais, videoclipes e tapetes vermelhos, aparecendo em coleções de grifes como Mugler, Balmain e Versace, além de ser usado por artistas como Kim Kardashian, Beyoncé e Cardi B.

Estilista aposta na união entre moda e futebol

Responsável pela criação das camisas, Cece Hamali começou a trabalhar com moda ainda na adolescência, confeccionando vestidos de debutante aos 14 anos.

Segundo a estilista, sua inspiração para trabalhar com látex surgiu a partir dos desfiles de Thierry Mugler e Alexander McQueen, além da influência da era Born This Way, da cantora Lady Gaga. Desde então, o material passou a ser a principal marca de seu trabalho.

Ao levar o látex para uma peça inspirada na Seleção Brasileira, Hamali propõe um contraste entre o universo esportivo e a alta moda. A tradicional camisa de torcida ganha uma releitura contemporânea, transformando-se em um item de expressão pessoal que mistura referências do futebol, da moda e da cultura pop.

O resultado rapidamente conquistou as redes sociais e se consolidou como uma das peças mais comentadas entre os looks escolhidos pelas famosas para acompanhar os jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2026.