Morte pelo choro: Padrasto confessa ter espancado bebê de 1 ano até a morte por ser sentir incomodado

abril 6, 2026 - 12:21
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Morte pelo choro: Padrasto confessa ter espancado bebê de 1 ano até a morte por ser sentir incomodado
Reprodução

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prendeu temporariamente Lukas Pereira do Espírito Santo, apontado como o autor das agressões que levaram à morte da pequena Maya Costa Cypriano, de apenas um ano e nove meses. O crime, ocorrido na comunidade do Quiririm, em Vila Valqueire, choca pela motivação fútil e pelo histórico de violência silenciosa que a criança vinha sofrendo.

Segundo as investigações, o crime aconteceu no último dia 2 de abril, enquanto Lukas estava sozinho com a enteada. Incomodado com o choro da criança, o agressor desferiu uma série de golpes violentos contra a região abdominal da menina.

Omissão Socorro e Farsa

Mesmo percebendo que o estado de saúde de Maya era crítico após o espancamento, o padrasto não buscou auxílio médico imediato. De forma fria, ele limitou-se a enviar uma mensagem de texto para a mãe da vítima informando que a filha "não estava bem". Quando Maya finalmente foi levada a uma unidade de saúde, os médicos constataram que ela já estava morta.

Na delegacia, Lukas tentou sustentar versões contraditórias e inconsistentes para explicar as lesões. No entanto, confrontado com o trabalho das equipes da 29ª DP e da DHC, ele acabou confessando a autoria das agressões.

Tortura Recorrente

O laudo pericial foi contundente ao apontar que a causa da morte foram agressões graves. Porém, o horror vai além do dia do crime:

  • Indícios de agressões antigas: Peritos e investigadores encontraram registros fotográficos e colheram depoimentos que comprovam episódios anteriores de violência contra o bebê.

  • Prisão Temporária: A Justiça, com parecer favorável do Ministério Público, determinou a prisão de Lukas por 30 dias para garantir que ele não interfira nas investigações.

Próximos Passos

O inquérito agora busca apurar se a mãe da criança tinha conhecimento das agressões anteriores e se houve omissão por parte de outros familiares. Lukas responderá por homicídio qualificado, com agravantes pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos e pela impossibilidade de defesa da criança.

A morte de Maya reacende o debate sobre a segurança de crianças em comunidades vulneráveis e a importância de denunciar sinais de maus-tratos ao Conselho Tutelar antes que a violência se torne fatal.