Golpe sagrado: Criminosos usam nome e foto de arcebispo para passar golpes online

abril 9, 2026 - 10:44
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Golpe sagrado: Criminosos usam nome e foto de arcebispo para passar golpes online
Reprodução/Redes Sociais

A Arquidiocese de Olinda e Recife emitiu um alerta urgente nesta quarta-feira (8/4) sobre uma onda de tentativas de estelionato envolvendo o nome do arcebispo Dom Paulo Jackson. Criminosos estão utilizando o WhatsApp para enviar mensagens a fiéis e colaboradores, solicitando transferências financeiras sob o pretexto de custear o aluguel de um ônibus para atividades da igreja.

O caso foi formalmente denunciado à Polícia Civil após a instituição identificar que o número (81) 98873-1398 está sendo utilizado indevidamente com a foto e o nome do líder religioso.

A Dinâmica do Crime

De acordo com os relatos, os golpistas abordam as vítimas de forma direta, tentando simular a autoridade e a urgência do arcebispo. O pedido de ajuda financeira para transportes é uma estratégia para evitar suspeitas imediatas, já que parece uma demanda comum em atividades pastorais.

Canais Oficiais de Comunicação

Em nota oficial publicada nas redes sociais, a Arquidiocese foi enfática ao desmentir qualquer pedido de dinheiro por meio de aplicativos de mensagens de forma privada:

  • Identificação: Toda solicitação de apoio institucional é feita por canais oficiais e documentos timbrados.

  • Orientação: A entidade orienta que qualquer abordagem com esse teor seja ignorada e, se possível, reportada às autoridades competentes.

“Esclarecemos que toda e qualquer solicitação de apoio ou colaboração institucional é realizada exclusivamente por meio de canais oficiais, devidamente identificados”, afirma o comunicado da instituição.

Como se proteger

Especialistas em segurança digital reforçam que autoridades públicas e religiosas raramente utilizam contas pessoais de WhatsApp para solicitar doações diretas. Ao receber uma mensagem desse tipo:

  1. Desconfie do número: Verifique se o contato possui o selo de conta comercial verificada.

  2. Confirme a fonte: Ligue para a secretaria da paróquia ou da arquidiocese antes de realizar qualquer transferência.

  3. Não compartilhe códigos: Nunca envie códigos de verificação recebidos por SMS, pois isso pode levar à clonagem do seu próprio WhatsApp.

A Polícia Civil agora trabalha para rastrear a origem da conta e identificar os responsáveis por manchar a imagem da liderança católica para fins criminosos.