Golpe do Leilão: Mulher deixa vítimas com prejuízo de R$ 700 mil em golpe
Uma ação coordenada entre as polícias civis do Rio de Janeiro e do Pará resultou na prisão de Jamylle Silva da Conceição Almeida nesta segunda-feira (13/4). A suspeita, acusada de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, foi localizada escondida na comunidade da Tirol, na Zona Oeste da capital fluminense.
O "Modus Operandi" do Grupo
Segundo as investigações da Operação Falso Lance, o grupo criava plataformas digitais visualmente idênticas a sites de leilões legítimos. Para atrair as vítimas, ofereciam veículos com preços abaixo do mercado. No entanto, tudo não passava de uma armadilha tecnológica:
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Hospedagem Blindada: Os sites eram mantidos em servidores fora do Brasil para evitar a derrubada imediata.
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Criptoativos: O dinheiro das vítimas era rapidamente convertido em criptomoedas para dificultar o rastreamento financeiro pelas autoridades.
Em um dos casos relatados pela polícia, uma única vítima perdeu mais de R$ 60 mil ao acreditar que havia arrematado um automóvel em um certame oficial.
A Prisão e a Operação
Contra Jamylle havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça paraense pelo crime de estelionato. A captura foi possível graças ao Projeto Captura, uma iniciativa do Ministério da Justiça que visa localizar criminosos de outros estados escondidos em território fluminense.
A organização criminosa já havia sofrido um duro golpe na última sexta-feira, quando o suposto líder do grupo foi preso em uma ação conjunta com a Polícia Civil de São Paulo.
Alerta às Vítimas
A Polícia Civil reforça o alerta para que compradores sempre verifiquem se o leiloeiro está devidamente registrado na Junta Comercial do estado e evitem realizar pagamentos via PIX ou transferências para contas de pessoas físicas em processos de leilão. Jamylle agora aguarda os trâmites judiciais para ser transferida ao sistema prisional do Pará.