Vizinho foi mordido no nariz por atleta do Fortaleza durante briga em condomínio
Um dos vizinhos envolvidos na briga generalizada com jogadores do Fortaleza, ocorrida no dia 1º de janeiro, no município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), afirmou ter sido mordido no nariz pelo atleta José María Herrera, o que teria causado um ferimento grave. Fernando Rocha passou por cirurgia e levou sete pontos no rosto. Segundo laudo médico ao qual a TV Verdes Mares teve acesso, ele deu entrada no hospital com “lesão por mordedura humana”.
Imagens da confusão, que circulam nas redes sociais, mostram cenas de extrema violência. Nos vídeos, é possível ver os envolvidos trocando socos, chutes, empurrões, cadeiradas e até uma mordida no nariz, além de xingamentos e provocações. Procurado pelo g1, o Fortaleza informou que Herrera não comentará o caso e que o clube segue acompanhando a situação e prestando suporte aos atletas.
A briga teria começado após uma discussão motivada por som alto na casa de um dos jogadores, onde acontecia uma confraternização de Réveillon com atletas e amigos. Estão envolvidos no episódio os jogadores José María Herrera, Eros Mancuso e Tomás Pochettino. A confusão ocorreu na residência de Mancuso.
Fernando Rocha é um dos vizinhos envolvidos na ocorrência. O irmão dele também teria participado da confusão. Fernando estava na cidade para passar a virada do ano com os pais, que moram no mesmo condomínio do jogador Mancuso. As demais pessoas envolvidas não tiveram as identidades divulgadas.
Lesão grave
De acordo com o laudo médico, Fernando sofreu uma “lesão por mordedura humana” e precisou passar por procedimento cirúrgico. Havia risco de infecção e deformidade no rosto. Até o momento, não há atualização oficial sobre o estado de saúde dele.
Em entrevista à TV Verdes Mares, Fernando relatou que havia retornado de uma festa de réveillon com a família por volta das 3h30 e se incomodou com o som alto, mas optou por não reclamar naquele momento por compreender o contexto da celebração. Por volta das 5h, decidiu procurar os moradores da casa para pedir a redução do volume.
“Eles realmente só entenderam nessa hora que era para baixar o som. Porém, já do lado de fora, na rua do condomínio, as agressões se iniciaram. O jogador Herrera me agarrou pelo pescoço, pelas costas, sem chance nenhuma de defesa. Me derrubou no chão, mordeu o meu nariz, até arrancar um pedaço dele. E após isso, ele ainda continuou me agredindo várias vezes”, afirmou.
Versões divergentes
Segundo relato dos vizinhos, as reclamações sobre o som não teriam sido respeitadas, o que levou um deles a entrar na casa do atleta para reclamar pessoalmente. Já Eros Mancuso, único jogador que se pronunciou publicamente, negou as acusações de agressão. Em postagem nas redes sociais, ele afirmou que um vizinho teria invadido sua residência, feito ameaças e ofensas, incluindo comentários xenofóbicos relacionados à nacionalidade argentina dos atletas, além de provocações sobre o rebaixamento do Fortaleza para a Série B do Brasileirão de 2026.
A Polícia Civil do Estado do Ceará informou que segue investigando o caso como lesão corporal dolosa. A ocorrência está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil do Eusébio, que apura as circunstâncias do episódio e as responsabilidades dos envolvidos.