Suspeito de matar e torturar jovens de MG é morto em ação da polícia

Janeiro 16, 2026 - 14:21
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Suspeito de matar e torturar jovens de MG é morto em ação da polícia
Reprodução / METRÓPOLES

Um homem apontado como suspeito pela morte de quatro jovens mineiros morreu na manhã desta sexta-feira (16/1) durante uma operação policial no município de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. Ele era considerado foragido da Justiça e, segundo a Polícia Civil, reagiu à abordagem com uma arma de fogo.

A ação foi realizada por equipes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), no contexto das investigações que apuram o desaparecimento e assassinato das vítimas. Os corpos dos quatro jovens foram encontrados no início de janeiro, em uma área afastada de Biguaçu, na Grande Florianópolis.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, de 30 anos, possuía dois mandados de prisão em aberto e era investigado por envolvimento direto no sequestro, tortura e execução dos jovens. As apurações indicam que as vítimas foram mantidas em cárcere privado antes de serem mortas.

Ainda segundo os investigadores, o local onde os jovens teriam sido mantidos presos ficava no Morro da Boa Vista, em São José. A dinâmica do crime aponta para uma atuação organizada e marcada por extrema violência.

O homem morto durante a operação possuía uma extensa ficha criminal. Natural da Grande Florianópolis, ele já havia sido condenado por homicídio e tráfico de drogas, tendo passado cerca de dez anos no sistema prisional. Além do caso envolvendo os jovens mineiros, ele também era investigado por outros episódios de sequestro e assassinato ocorridos na região.

Desaparecimento e investigação

O caso começou a ser investigado após o desaparecimento dos quatro jovens, naturais de Minas Gerais, que perderam contato com familiares e amigos no fim de dezembro. Dias depois, os corpos foram localizados em Biguaçu, com sinais de violência e em avançado estado de decomposição.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos no crime. Segundo a corporação, há indícios da participação de mais pessoas, e novas diligências estão em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias das mortes e a motivação do crime.