Professor usa Instagram da própria escola para caçar e comprar sexo de alunos menores
Uma descoberta acidental em Anastácio, interior de Mato Grosso do Sul, revelou um submundo de abusos e exploração dentro de uma instituição de ensino estadual. Um professor de 42 anos está sob investigação da Polícia Civil após ser pego utilizando o perfil oficial da escola no Instagram para manter conversas de teor sexual e negociar favores íntimos com alunos menores de idade.
O Flagrante Digital
O esquema começou a ruir no dia 2 de março, quando uma colega de profissão, ao assumir a gestão das redes sociais da escola, percebeu que a conta institucional estava "vinculada" ao perfil pessoal do suspeito. Ao abrir a caixa de mensagens, ela não encontrou dúvidas pedagógicas, mas sim um rastro de pedofilia e exploração.
As conversas, mantidas com estudantes do sexo masculino, incluíam:
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Pedidos de fotos íntimas e relações sexuais;
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Ofertas de dinheiro em troca de favores ou imagens;
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Chamadas de vídeo recorrentes entre o educador e os menores.
"Deixa a porta aberta"
Um dos trechos mais alarmantes do boletim de ocorrência detalha a audácia do suspeito e a vulnerabilidade dos jovens. Em uma das mensagens, um aluno combinava de ir até a residência do professor, pedindo que ele deixasse a porta encostada: "Eu já chego e te espero no sofá".
As autoridades agora trabalham para identificar todos os perfis que mantiveram contato com o investigado, temendo que o número de vítimas seja ainda maior do que o inicialmente reportado.
Resposta Imediata
A Secretaria Estadual de Educação (SED) agiu rápido após a denúncia na Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). O professor foi afastado imediatamente de suas funções e um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado para garantir sua expulsão definitiva, caso as acusações sejam confirmadas.
O caso é investigado como favorecimento da prostituição ou exploração sexual de criança ou adolescente, crimes que podem levar o docente diretamente do quadro de funcionários para o sistema prisional.