Professor usa Instagram da própria escola para caçar e comprar sexo de alunos menores

março 11, 2026 - 14:17
 0
Professor usa Instagram da própria escola para caçar e comprar sexo de alunos menores
Reprodução

Uma descoberta acidental em Anastácio, interior de Mato Grosso do Sul, revelou um submundo de abusos e exploração dentro de uma instituição de ensino estadual. Um professor de 42 anos está sob investigação da Polícia Civil após ser pego utilizando o perfil oficial da escola no Instagram para manter conversas de teor sexual e negociar favores íntimos com alunos menores de idade.

O Flagrante Digital

O esquema começou a ruir no dia 2 de março, quando uma colega de profissão, ao assumir a gestão das redes sociais da escola, percebeu que a conta institucional estava "vinculada" ao perfil pessoal do suspeito. Ao abrir a caixa de mensagens, ela não encontrou dúvidas pedagógicas, mas sim um rastro de pedofilia e exploração.

As conversas, mantidas com estudantes do sexo masculino, incluíam:

  • Pedidos de fotos íntimas e relações sexuais;

  • Ofertas de dinheiro em troca de favores ou imagens;

  • Chamadas de vídeo recorrentes entre o educador e os menores.

"Deixa a porta aberta"

Um dos trechos mais alarmantes do boletim de ocorrência detalha a audácia do suspeito e a vulnerabilidade dos jovens. Em uma das mensagens, um aluno combinava de ir até a residência do professor, pedindo que ele deixasse a porta encostada: "Eu já chego e te espero no sofá".

As autoridades agora trabalham para identificar todos os perfis que mantiveram contato com o investigado, temendo que o número de vítimas seja ainda maior do que o inicialmente reportado.

Resposta Imediata

A Secretaria Estadual de Educação (SED) agiu rápido após a denúncia na Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM). O professor foi afastado imediatamente de suas funções e um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado para garantir sua expulsão definitiva, caso as acusações sejam confirmadas.

O caso é investigado como favorecimento da prostituição ou exploração sexual de criança ou adolescente, crimes que podem levar o docente diretamente do quadro de funcionários para o sistema prisional.